Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 18/11/2021

Na cantiga “Atirei o pau no gato” é relatada uma triste situação de violência contra os animais. No entanto, essa realidade não se restringe apenas à música e os maus-tratos contra a espécie animal está cada vez mais presente na sociedade brasileira. Isso ocorre devido a uma extrema mentalidade antropocêntrica e a uma intensa negligência governamental, o que compromete sua resolução.

É válido destacar, de início, que a falsa sensação de superioridade humana é a causa primordial das agressões aos animais. Nesse sentido, e de acordo com o filósofo Peter Singer, em seu livro “Libertação Animal”, os seres humanos consideram-se uma espécie mais evoluída que a animal, no que ele denomina especismo. Desse modo, muitos indivíduos objetificam e maltratam seus bichos de estimação e utilizam de violência como forma de educá-los, uma vez que, por considerá-los biologicamente inferiores, acham que eles não são capazes de aprender de outra maneira. Porém, ao fazer o uso de agressividade, essas pessoas esquecem que estão violentando seres vivos, os quais são capazes de sentir dor e possuir sentimentos, fatos que comprovam a frieza humana e o caráter antropocêntrico em detrimento às outras formas de vida.

Ademais, a omissão estatal contribui demasiadamente para a permanência do problema. Nesse mesmo âmbito, e em conformidade com a Declaração dos Direitos dos Animais, promulgada pela Organização das Nações Unidas, todos os tipos de bichos devem possuir uma vida digna e estão assegurados contra os maus-tratos e abandono. Dessa maneira, o Estado mostra-se negligente, visto que não existem investimentos para cuidar dos animais de rua, como fornecimento de comida, água e abrigo, e, além disso, as denominadas “carrocinhas” objetificam os cachorros sem lar e os recolhem de forma mecanizada, sem levar em conta que tratam-se de seres vivos.

Logo, medidas são necessárias para combater a violência contra os animais. O Ministério da Educação, aliado ao Governo Federal, deve promover palestras nas escolas sobre a igualdade das formas de vida, por meio da inserção na base comum curricular. Detalhadamente, essas aulas deverão ser ministradas por veterinários  ativistas ambientais e mostrarão a importância dos animais e orientarão a criminalidade dos maus-tratos a esses seres vivos, com a finalidade de desconstruir a ideia de superioridade humana e tirar da sociedade cantigas de violência.