Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 18/11/2021

De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça”. Entretanto, o contexto do Brasil do século XXI contraria-o, uma vez que os maus tratos aos animais demonstram-se como uma questão de injustiça, o que desestrutura a base da sociedade brasileira. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui impunidade e individualismo.

Deve-se pontuar, de início, que a impunidade configura-se como um grave empecilho no que diz respeito à busca de caminhos para combater os maus tratos aos animais no Brasil. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange aos caminhos para combater os maus tratos aos animais na sociedade brasileira.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão do individualismo. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange aos caminhos para combater os maus tratos aos animais. Em virtude disso, há, como consequência, a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão do combate aos maus tratos de animais funciona como um forte empecilho para sua resolução.

Convém, portanto, que, de modo urgente, medidas sejam tomadas. Então, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, desenvolverem “workshops”, em escolas, sobre a importância da empatia para o enfrentamento de problemas sociais e para o equilíbrio da sociedade. Tais atividades devem ser direcionadas aos alunos do Ensino Médio, porém, o evento pdoe ser aberto à comunidade. Além disso, podem ser ofertadas atividades práticas, como dinâmicas e dramatizações, a fim de tratar o tema de forma lúdica, para que a empatia seja uma prática presente em situações de maus tratos aos animais no Brasil. Dessa maneira, é possível que o problema dos maus tratos aos animais permaneça no passado brasileiro.