Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 18/02/2022
“A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana”, essa frase dita por Charles Darwin, reflete diretamente no cenário atual do mundo a respeito da violência contra os animais domésticos. Abandono e maus tratos, são os atos mais cometidos dentro das casas e ruas, e essa situação é cada vez mais preocupante. Muito deve ser feito para reverter esse problema que é de cunho político e social.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que, só no Brasil, existem mais de 30 milhões de animais abandonados, entre eles, 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães, sendo em sua maioria vira latas. Prova dessa realidade é o filme “A dama e o vagabundo”, que dentre os personagens principais encontra-se uma cadela de raça cocker spaniel americano, e um vira lata. No longa é retratado a diferença das condições de vida dos animais pela discriminação de raça, principalmente visto que a Dama vive em uma família nobre cheia de fartura e o Vagabundo nas ruas, lutando com a fome e os maus tratos decorrentes.
Em segunda análise, vale ressaltar a importância e a influência da educação nesse assunto, a desinformação e a negligência influenciam diretamente no crescente número de violência. Apesar da legislação brasileira configurar maus tratos como crime, através da Lei Federal nº 9.605 (Lei de Crimes Ambientais), a lei é muito branda, e as punições, muitas vezes, não acontecem. Existem diversos recursos que facilitam no auxílio a esses animais, como o Instituto Luisa Mell, que oferece resgate de animais feridos ou em situação de risco, recuperação e adoção, porém, em muitos casos, as pessoas por falta de informação não o conhecem.
É notório, portanto, a necessidade imediata de mudança. A Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e as mídias de comunicação do país devem buscar efetivar projetos de lei, a fim de certificar punições aos que descumprem o regulamento de Crimes Ambientais. Ambos também devem realizar campanhas de conscientização, em escolas e nos mais importantes meios tecnológicos, para que o desconhecimento da problemática, não seja um empecilho na luta pelos direitos animais. Apenas com essas ações o mundo se tornará um lugar mais saúdavel, e a cena do filme se tornará apenas uma alusão fictícia.