Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 06/07/2022

O renomado filme “Tainá” retrata a luta de uma indígena adolecente, que busca proteger a Floresta Amazônica do tráfego de espécies. Nessa atmosfera, a ficção abre margem para um tema em discussão no Brasil: as alternativas para combater os maus tratos aos animais. Nesse viés, a incoerência é evidente ao pensar que muitos deles são a base de sobrevivência da sociedade brasileira. Dessa forma, pode-se afirmar que a cultura do capitalismo e a invisibilidade animal corraboram para a manutenção desse entrave.

Nesse cenário, é perceptível que o ideal capitalista potencializa a falta de cuidado animal. Com efeito, na produção ficcional “101 Dálmatas”, os cachorros são sequestrados com a finalidade de confeccionar um casaco a partir de suas peles. Dessa maneira, não tão diferente da “Cruella”, parte da população utiliza produtos de origem animal, como no ramo alimentício, vestuário e estético. Partindo dessa égide, esses seres são tratados de forma inadequada, a exemplo da superlotação do confinamento e celas apertadas, suprindo assim, a exagerada necessidade consumista do Brasil, mas passando das limitações animais. Logo, o repúdio aos bichos é evidenciado com o sistema capitalista.

Ademais, é notório que a imperceptibilidade animal fomenta esse problema. De acordo com o jornal Estadão, em 2018, um cachorro foi agredido dentro do mercado Carrefour, em que, o próprio, era alimentado pelos funcionários. Diante desse corriqueiro retrato social, ocorre que os animais não são vistos como integrantes sociais, por serem seres irracionais, são ignorados e desvalorizados, levando parcela dos indivíduos ferí-los sem pudor. Sob essa ótica, o ato desumano é propagado e muitos animais acabam mortos ou extintos. Então, o esquecimento animal estimula o empecilho em questão.

Portanto, é necessário que o governo crie propagandas nas redes sociais, através de filmes como Nemo, que denuncie os maus tratos aos animais, dando enfase no consumo animal desenfreiado. A esse respeito, elas devem ser passadas semanalmente no Instragram, no Youtube e Facebook, com a finalidade de alcançar o maior público-alvo, de forma que seja um caminho de amenizar toda crueldade que preocupava Tainá.