Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 17/10/2022

O romance filosófico “Utopia”- criado pelo escritor inglês Thomas More- retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Todavia, tal obra fictícia, diverge substancialmente da realidade contemporânea, uma vez que os maus-tratos aos animais ainda é um problema persistente no Brasil, de modo a dificultar os planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da insuficiência legislativa quanto do individualismo.

A partir disso, cabe pautar a falha do governo como principal causa para o óbice.

Sob a perspectiva do filósofo contratualista Jonh Locke, “as leis fizeram -se para o homem e não para as leis”. Ou seja, apesar da criação das leis que, em teoria destinam-se ao combate de maus-tratos aos animais , sua efetividade é lacunar, seja pela falta de denúncias ou pela ausência de fiscalizações nas áreas de maior frequência do entrave. Assim, os regimentos enfraquecidos- a exemplo da Lei número 9.605 da Constituição brasileira dificultam a realização de alternativas para combater o problema.

Além disso, a carência de empatia apresenta-se como outro desafio para o revés. De acordo com o polonês Zygmunt Bauman, as relações sociais se liquefizeram no mundo globalizado, o que resultou na redução de laços afetivos das comunidades. Nessa ótica, a tese do sociólogo pode ser observada de maneira especifica na coletividade, no que tange a problemática, visto que os agressores não tem empatia com os animais.

Portanto, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Para isso, o Poder Legislativo e o Executivo, com o auxilío do Tribunal de Contas da União, órgão responsável pela fiscalização financeira do país, direcionem capital que possa ser revertido em um programa chamado " Fim dos Maus-Tratos aos Animais". Esse projeto acontecerá, por meio de propagandas de televisão e redes socias- a fim de estimular as pessoas a denunciarem e a terem mais empatia com os animais, além disso, o governo deve fiscalizar as áreas de maior frequência desse crime, por intermédio da vigilância policial. Desse modo, possivelmente, o corpo social atual se aproximará da sociedade idealizada por More.