Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 11/11/2022

A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu Artigo 225 a condenação da crueldade contra os animais. Entretanto, ainda há casos de maus-tratos no Brasil, o que revela que essa sanção não é suficiente para conter a brutalidade humana. Nesse sentido, faz-se necessário criar medidas para reprimir essa realidade, provocada, principalmente, pela sensação de superioridade em relação aos bichos.

Sob essa perspectiva, desde os primórdios, uma parcela significativa da sociedade sempre encontrou diversas formas de tirar proveito da vida dos animais, especialmente, com a sua comercialização. Nessa linha de raciocínio, segundo o telejornal, CNN Brasil, a venda de filhotes de cães e gatos feita diretamente pelos criadores movimentou R$5,6 bilhões na economia brasileira. Porém, apesar de parecer algo inofensivo, muitas fêmeas são obrigadas a procriar em lugares insalubres até ficarem doentes sem conseguir gerar mais novas crias para venda e, infelizmente, quando não são mais “úteis” acabam sendo descartadas.

Outrossim, as variadas crenças em superioridade natural ou cultural ao longo da história serviram para justificar que a humanidade é superior aos outros animais e precisa dominá-los ou explorá-los. Sob esse viés, de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), parte da sociedade não tem plena consciência que se tratam de vidas, os bichos sentem sentimentos positivos e negativos como qualquer ser humano, não podem ser tratados como “coisas” ou objetos. À vista disso, fica clara a necessidade de criar alternativas para combater os maus-tratos de animais no Brasil.

Portanto, o governo federal deve, por intermédio da Coordenação-Geral Nacional de Proteção e Defesa de Animais, realizar campanhas educativas nos principais meios de comunicação social, que falem sobre a importância de respeitar a vida dos bichos e estimular a empatia do ser humano, a fim de erradicar essa maldade ainda persistente no país. Feito isso, o Brasil poderá assegurar seus animais conforme a Constituição federal de 1988.