Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 10/06/2024
Historicamente, com o início do antropocentrismo na Europa, o homem é colocado como o centro de todas as coisas, e portanto, os animais passam a ser subordinados à vivência do ser humano. Com efeito, no Brasil não é diferente, e, ainda hoje, existem desafios que precisam ser enfrentados para o combate aos maus-tratos de animais. Diante desse cenário, é indubitável entender os motivos que levam os animais a serem negligenciados, dentre os quais a seletividade de animais que merecem proteção e a exploração dos animais em vista de retorno econômico são fatores agravantes dessa problemática.
A princípio, a possibilidade de domesticação de um animal, é um fator importante para a determinação do seu valor em sociedade. Nesse raciocínio, animais que não são domesticáveis, são estigmatizados dentro do corpo social como inferiores. Isso acontece, pois com o aumento do agronegócio, houve a crescente demanda pela exportação e utilização de derivados de animais no mercado. Dessa forma, animais com pouca ou nenhuma possibilidade de domesticação, como porcos e vacas, estão sujeitos a uma variedade de maus-tratos e uma baixa expectativa de vida.
Ademais, a situação de vulnerabilidade em que diversos animais estão inseridos devido a possibilidade de retorno econômico, é uma problemática que deve ser abordada. Nesse contexto, foi criada uma campanha em 2021 chamada “Save Ralph”, na qual um coelho de laboratório de cosméticos apresenta seu ponto de vista, no qual ele relata abusos e maus-tratos constantes. Sob esse viés, grande parte dos animais que servem como cobaias nesse cenário, são negligenciados e colocados para servir a necessidade de gerar mais renda para empresas e pessoas físicas. Assim, é imprescindível que haja mudança.
Portanto, para enfrentar os maus-tratos de animais no Brasil, algumas ações devem ser adotadas. Cabe ao Ministério da Justiça, juntamente ao governo federal, por meio da estipulação e aprovação de normativas, impedir que a negligência e os abusos aos animais continuem acontecendo. Isso deve ocorrer para que os animais não continuem sofrendo por motivos capitalistas e preferenciais dos seres humanos. Apenas desse modo, poderemos viver em equidade com os animais, sem a influência do antropocentrismo.