Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 23/08/2024

Demócrito, filósofo grego, destaca que, “O animal conhece a medida de sua necessidade, enquanto o homem a ignora”, trazendo à tona o reconhecimento da capacidade de raciocínio que o animal possui. Todavia, em virtude dos maus-tratos aos animais serem uma realidade na sociedade, é válido reconhecer como o Poder Público age de modo ineficiente em promover o bem-estar dessas vidas. Sob essa perspectiva, é possível analisar a superioridade do homem e a desinformação sobre a população como os pilares do problema.

De início, percebe-se o senso de empoderamento humano fomenta a permanência do entrave na sociedade, dado que, segundo Peter Singer, filósofo australiano, o especimo é a superioridade da espécie humana imposta sobre as demais formas de vida. Nesse sentido, relações como a injúria, intolerância e repúdio aos animais, podem ser facilmente notadas quando observado pessoas que seguem essa filosofia, indiretamente, ainda que a não conheçam.

Além disso, vale ressaltar a desinformação como um fator que dificulta a atenuação do empecilho, visto que, de acordo o site IBRAM, no ano de 2021, cerca de 370 casos de maus-tratos aos animais foram registrados, sendo ocasionados principalmente pela falta de temor e conhecimento sobre as regulamentações legislativas, como a lei de Sansão, sendo a lei que condena o autor de maus-tratos aos animais em até 5 anos de reclusão. Analisando os fatos, segundo Pierre Bourdieu, sociólogo francês, a sociedade incorpora as estruturas sociais, ou seja, os indivíduos as reproduzem com naturalidade. Isso pode ser verificado com a crescente taxa de homicídios e agressões aos animais, sem o menor receio, ou conhecimento pelas punições, já que uma sociedade acostumada com esse cenário, permite que a problemática continue evidente.

Urge, portanto, a adoção de medidas que combatam o problema. Logo, o PDA (Programa de Defesa Animal), deve promover a valorização da vida das demais espécies, a informação sobre os cuidados e as leis que atuam de forma punitiva, por meio de redes sociais e campanhas publicitárias. Assim, divulgando pôsteres conscientizadores em perfis oficiais dos órgãos públicos e em avenidas movimentdas, para que, por fim, haja a segurança com a vida dos animais.