Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 30/10/2024

O período da colonização do país verde-amareli foi marcado pela exploração dos recursos naturais, mas também, da dominação da fauna e flora nacional, em busca de vantagens econômicas e políticas. Paralelo a isso, no Brasil hodierno, a presença dos maus-tratos aos animais ainda se faz vigente e alternativas para o seu combate são urgentes. Dessa forma, essa realidade se deve à sensação de superioridade, assim como, à falta de denúncias.

Diante cesse cenário, é válido salientar a idealização da dominação da natureza como uma das causas do revés. Para o pensador Peter Singer, o “Especismo” é a ideia de que o ser humano é superior às demais espécies e por isso possui o direito de subjugá-las. Desse modo, a permanência da crueldade contra animais -como o abandono, o tráfico e o comércio - é negligenciada pela sociedade brasileira, ainda que esse ato hediondo seja considerado crime, como exprime a Lei Sansão de 2020, a ideologia “especista” - enraizada pelos aspectos hierarquizantes e exploradores da herança do Período Colonial - ainda é vigente no corpo social brasileiro. Dito isso, é evidente que os maus-tratos aos seres não-humanos resulta da inferiorização que está estruturada no patrimônio cultural brasileiro.

Ademais, a lacuna de denúncias expõe o recorrente descaso com a violação dos direitos dos animais. Conforme a filósofa Hannah Arendt, no conceito de “Banalização do Mal”, é exposto que, na modernidade, os atos violentos são normalizados na sociedade. Á vista disso, a falta de delações sobre os casos de violência contra animais - domésticos, domesticados, silvestres, etc - evidencia a aceitação da comunidade civil com tais ações de perversidade, como o uso de coelhos em testes laboratoriais, a manutenção em cativeiros e em locais insalubres. Logo, a omissão social prejudica o combate a esse cruel comportamento, como também, é uma verdadeira negligênia contra o meio ambiente.