Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 27/10/2024

Na obra “Utopia”, do autor Thomas Moru, é retratada uma sociedade ideal, pautada na ausência de conflitos. Em contrapartida, na realidade, esse objetivo não é alcançado quando trata-se de temas como os maus-tratos aos animais. Dito isso, para solucionar o problema, é necessário relacioná-lo à fragmentação dos laços afetivos e à negligência governamental, agentes contrários à sua superação.

Deve-se destacar, primeiramente, que a falta de empatia é uma causa da vio-lência animal. Sob esse viés, segundo a jornalista Eliane Brum, o ser humano - conectado ao mundo inteiro - se desconecta do outro, incapaz de alteridade. Ou seja, o indivíduo preocupa-se apenas consigo mesmo, ignorando o bem-estar dos pets, vistos apenas como objeto de desejo sem necessidades. Por isso, a apatia da sociedade tem contribuído com o sofrimento animal.

Além disso, a falta de interesse governamental no tema é prejudicial para o seu combate. Nesse contexto, o jornalista Gilberto Dimestein afirma que a sociedade seria perfeita caso o governo assegurasse o que prevê a Constituição. Todavia, isso não ocorre, e os bichos não têm a proteção assegurada pelo Estado que se com-promete a defendê-los. Logo, por ineficácia dos meios legais, se encontram em situações degradantes que poderiam ser evitadas.

Portanto, para combater os maus-tratos animais no Brasil, é necessário que o governo federal - juntamente à ONGs engajadas com a temática - conscientize a população acerca da responsabilidade de adquirir bichos de estimação, através de campanhas que objetivem diminuir o abandono e a negligência. Paralelamente, o Estado deve comprometer-se a punir aqueles que descumprirem as leis de pro-teção. Com isso, será possível aproximar-se do conceito da “Utopia” de Moru, solu-cionando um conflito que impede a realização da sociedade ideal.