Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil

Enviada em 24/08/2021

A pandemia ocasionada pelo vírus Sars-Cov-2 e reconhecida mundialmente em 2020 gerou um alerta global, alta transmissibilidade, mortalidade e internações hospitalares são as características mais marcantes da disseminação desse vírus. Além disso, a capacidade de mutação viral possibilitou a circulação de novas variantes, tornando a doença mais letal e transmissível. Nesse sentido, as alternativas para gerir o avanço das variantes no Brasil devem ser pautadas nas medidas de distanciamento social, uso correto da máscara e no aumento da cobertura vacinal.

A princípio uma das medidas mais efetivas para diminuir a disseminação do vírus é o uso de máscara, pois de acordo com a Agência Nacional de Vigilância o seu uso diminui em cerca de 90% a chance de transmissão. Dessa forma, o retardo da propagação do vírus é o tempo suficiente para que um maior número de pessoas recebam a vacina, porém com a redução do número de casos, hospitalizações e óbitos foi observado o relaxamento das medidas de segurança, dentre elas o uso de máscara o que contribuiu para a circulação de novas variantes e reinfecção mesmo em pessoas já imunizadas.

Sendo assim, a circulação de novas variantes gera insegurança, pois o colapso dos serviços de saúde e a alta taxa de mortalidade evidenciada no Brasil no auge da pandemia levou a sérias consequências econômicas, como altas taxas de desemprego e sociais como problemas psiquiátricos ocasionados pela solidão e o medo. Logo, é importante que toda a população tenha consciência de que a redução das estatísticas não significa o fim da pandemia, pois de acordo com o Ministério da Saúde ainda ocorrem aproximadamente 400 óbitos por dia.

Em suma cabe ao Governo Federal em parcerias com os governantes estaduais o estabelecimento de um programa de vacinação ágil para que a cobertura vacinal atinja um nível seguro, e dessa forma possibilite a restabelecimento econômico e a circulação de pessoas de forma segura ocorra dentro de um ano. Soma-se a isto o papel dos gestores das unidades de saúde quanto a elaboração de um planejamento estratégico capaz de lidar com os novos surtos da doenças, após a estabilização, mediante a aplicação de reforço vacinal e levantamento dos grupos populacionais mais vulneráveis às novas variantes para que assim, a circulação do vírus ocorra de forma controlada e sazonal. Por fim a pandemia revelou inúmeros problemas sociais e os esforços são essenciais para o estabelecimento de uma vida nova pós pandemia.