Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil

Enviada em 29/09/2021

O “Ensaio sobre a cegueira’’, livro de José Saramago, fala sobre o contágio da cegueira que atingiu a todos em uma cidade, de forma ligeira, trazendo caos e morte. Não distante da trama, no Brasil hodierno, com o avanço das variantes da Covid-19, faz-se necessário analisar as alternativas para driblar os efeitos da doença. Isso porque há uma ineficácia governamental e uma insciência da humanidade como principais causas.

Cabe abordar, primeiramente, a ineficácia governamental. De acordo com o art 196º da Constituição Federal, saúde é um direito de todos e dever do Estado. No entanto, percebe-se uma negligência governamental no que tange aos efeitos do avanço das variantes da Covid-19, visto que a rápida flexibilização, mesmo sem começar a vacinação, corroborou para a propagação das novas cepas.Além disso, o opcional uso de máscaras em determinados estabelecimentos e a precária fiscalização do governo ajuda na disseminação das variações. Logo, urge que o Estado cumpra seu dever.

Outrossim, a insciência humana é um entrave ao cenário. Sócrates explica que os erros são consequência da ignorância humana. No mesmo pensamento do filósofo, os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 são decorrentes da ausência de conscientização social, uma vez que muitas não pessoas respeitam os protocolos implementados pelo governo. Ademais, com a diminuição dos casos sem variações, a população fica alienada a um conceito de fim de pandemia, quando, na verdade, ela permanece e apresenta variações. É fulcral que isso não se perpetue.

Em síntese, medidas devem ser tomadas com o intuito de mitigar os impactos causados pela problemática. Para isso, o Estado deve, por meio da destinação de verbas, promover campanhas publicitárias em comerciais da televisão e em redes sociais, direcionada a todas as idades, para que haja uma conscientização da população acerca das variações e das prevenções. Deve, ainda, fiscalizar todos os estabelecimentos, sujeitando multas àqueles que não se adequarem aos protocolos, para que haja um controle maior da transmissão. Assim, o caos será apenas parte do livro.