Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil
Enviada em 19/08/2021
‘‘Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara’’. Epígrafe da obra ‘‘Ensaio sobre a cegueira’’, sob autoria do escritor José Saramago, a história retrata a volatilidade das questões éticas e morais de uma sociedade propensa ao caos e ao alheamento. Sem desconsiderar o caráter distópico dessa obra, é nítido que a desinformação é socialmente degradante e, enquanto a epidêmica ‘‘cegueira branca’’ foi a causa de tanta barbárie na ficção, o desconhecimento e os efeitos do avanço da Covid-19 têm sido um gatilho para o enfraquecimento da sociedade brasileira. A partir desse contexto, para entender as consequências desse empecilho, é imprescindível ir à origem dele.
Com efeito, é evidente que a herança ideológica deixada pela Revolta da Vacina, lastros ignorantes e sem embasamento ciêntifico é uma condição, evidentemente, sintomática. Tal questão ocorre, pois, de acordo com o poeta William Shakespeare, ‘‘A sabedoria e a igorância se transmitem como doenças; daí a necessidade de se saber escolher as companhias’’, conceito esse que foi direcionado aos reis tiranos com características autoritárias. Sob essa ótica, percebe-se que, infelizmente, a natureza humana remete a boçalidade e o incentivo para driblar os efeitos do avanço das variantes são apresentados à população como um gasto desnecessário para a economia do país. Desse modo, com as variantes da Covid-19 tende a aumentar em decorrência da ignorância prevista por Shakespeare.
Ademais, observa-se que o aumento do avanço das variantes da Covid-19 está diretamente associado a problemas educacionais. Isso porque a educação tem o poder de propiciar o ensinamento de atos corretos para não propagar o vírus, de modo a estimular uma conscientização acerca de temáticas de gripes contagiosas e de refletir sobre assuntos sociais. Todavia, quando o acesso não é efetivado integralmente, sobretudo no meio da população mais pobre, ações ignorantes, consequentemente, tendem a surgir, como não usar máscara tampouco álcool em gel. À vista disso, tal questão pode ser fundamentada, por exemplo, por meio de dados divulgados pela Agência Brasil, os quais apontam que cerca de 570 mil brasileiros morreram por causa do Corona Vírus .
Portanto, é evidente que os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 fomentam um quadro de anomia social no Brasil. Assim é fundamental que o Poder Executivo, mais especificamente o Ministério da Educação, fomente palestras em todo o país. Tal iniciativa ocorrerá por meio da implantação de um Projeto Nacional de Combate à Variante, o qual coordenará um programa educativo de conscientização em relação a hábitos corretos. Isso será feito a fim de proporcionar uma melhor vivência aqueles que não possuem condutas corretas para não propagar as variantes do Covid.