Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil
Enviada em 26/08/2021
Ao longo dos séculos, o mundo enfrentou diversas crises sanitárias, tais como a Peste Negra (século XIV), a Gripe Espanhola (século XX) e a mais recente pandemia do Covid-19 (século XXI), causador de doenças respiratórias provocadas pelo vírus Sars - Cov-2. Essa enfermidade surgiu na cidade de Wuhan, na China, em dezembro de 2019, porém, houve uma rápida disseminação do vírus entre os países, no qual surgiram diversas cepas. Diante dessa conjuntura, é notável que o afrouxamento das medidas de restrições em locais públicos ea falta de informação colaborou para o avanço das variantes no Brasil e por isso é necessário adotar alternativas alternativas para driblar esse fenômeno.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que todos os vírus sofrem mutações genéticas, de forma natural ao longo do tempo. No entanto, tratando-se de uma pandemia, é evidente que há muitas pessoas infectadas, portanto, seguindo a lógica, quanto o maior o número de células atingidas pelo vírus, maior será as chances do desenvolvimento de novas variantes. Segundo dados divulgados pela Fiocruz em abril de 2021, existem 92 cepas do Coronavírus no Brasil, logo, é de suma importância manter o distanciamento social e utilizar corretamente como máscaras, visto que é comprovado cientificamente que as aglomerações e uso incorreto das máscaras aumentam a possibilidade de contrair a doença.
Outrossim, a falta de informação é outro fator que propicia no avanço do Coronavírus no Brasil. Isso porque, há muita fake news dizendo que as máscaras, o isolamento social e as vacinas são ineficazes. Por consequinte, muitas pessoas acreditam nessas notícias falsas e agem de forma irresponsável, tanto que conforme o site G1, a polícia encerrou, em média, 27 festas clandestinas em março no estado de São Paulo - período que o Brasil estava registrando recordes em número de mortes diárias. Além disso, meses depois, surgiu a variamente Delta que, de acordo com estudos da Coreia do Sul, é mais transmissível em comparação com as outras variantes, aumentando do índice de infectados.
Dessa forma, verifica-se então, a necessidade do Estado tomar medidas eficientes para mitigar os casos da Covid-19 no país. Para isso, urge que o Ministério da Saúde desenvolva um projeto de conscientização, por meio de campanhas publicitárias, incentivando o uso de máscaras, álcool gel, distanciamento social e, principalmente, comerciais expondo a importância da vacinação. Ademais, cabe a Polícia Federal fiscalizar locais públicos, bares e restaurantes, com o intuito de evitar aglomerações e aplicar multas naqueles que descumprirem como determinações da OMS (Organização Mundial da Saúde). Somente com essas ações coletivas será possível driblar o avanço das variantes no Brasil.