Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil

Enviada em 22/08/2021

A história da humanidade foi marcada por graves crises sanitárias provocadas por vírus e bactérias, tais como a Peste Negra e a Gripe Espanhola. Infelizmente, apesar do avanço da medicina, atualmente, o mundo enfrenta a pandemia do Covid-19. Embora tenha-se criado vacinas para conter o vírus, acarretando, inclusive, a diminuição de casos graves, no Brasil, o surgimento de variantes tem preocupado a população e as autoridades sanitárias. Nesse sentido, faz-se válido analisar essa conjuntura, bem como encontrar maneiras de atenuar os impactos negativos dessas variantes.

Percebe-se, de início, que a primeira onda de infecção do Corona vírus no Brasil, foi um episódio devastador do ponto de vista sanitário e econômico para a sociedade. Segundo dados do Ministério da Sáude, mais de meio milhão de brasileiros morreram devido à doença. Esse número, indubitavelmente, poderia ser muito menor se não fosse o descaso das autoridades políticas do país, as quais, em sua maioria, politizaram a doença, deixando a população sem instruções adequadas para lidar com o problema. Nesse contexto, o Brasil demorou a tomar medidas que de fato tivessem efeitos positivos na prática, como a determinação de distanciamento e isolamento sociais, além do uso de máscaras e álcool em gel e compra de vacinas.

Outrossim, vale destacar também, que com a chegada de milhões de doses da vacina e sua aplicação, o número de casos graves reduziu significativamente. No entanto, os governantes, ao perceberem essa queda, resolvem afrouxar as medidas de contenção do vírus ao permitirem a circulação sem o uso de máscaras, por exemplo, como foi feito em vários países na europa. Essa conduta pode piorar a situação que estava sendo atenuada, pois nesse período de 12 meses de pandemia, o vírus sofreu mutações, surgindo as chamadas variantes. Tais variantes têm infectado boa parte da população, minando o anseio de todos a terem uma vida normal novamente. De acordo com a OMS, os casos voltaram a subir tanto em países da europa como no Brasil depois desse afrouxamento.

Portanto, diante do exposto, fica clara a necessidade de uma ação do Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, a fim de conter o avanço das infecções por variantes. Nesse sentido, o Governo deve direcionar verbas aos institutos de pesquisa, como o Butantã, e Universidades Federais para a produção de mais vacinas e realização de estudos, para que elas sirvam também para as variantes. Além disso, a grande mídia deve incentivar a vacinação e o contínuo uso de máscaras e álcool em gel, por meio de reportagens didáticas com profissionais da área da saúde. Destarte, seguindo as medidas profiláticas todo o tempo e universalizando a vacinação, será possível conter a pandemia de forma definitiva.