Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil

Enviada em 24/08/2021

O vírus do Covid-19 tem sido problema rotineiro na vida de todos em volta do globo. Em meio a tantas notícias, opiniões, supostos tratamentos para a doença e o estado socioeconômico que se encontram todos os países afetados pela pandemia, as novas cepas, ou variantes, tomam a capa de todas as revistas, jornais, e são notícia principal em telejornais.

As variantes são modificações na estrutura genética do vírus, que o deixam mais resistente a condições adversas, contaminando ou recontaminando uma parcela maior da população, o que resulta em um número maior de óbitos e internações, afinal, as mutações das proteínas do vírus são muito mais agressivas do que o sistema imunológico jamais poderia se adaptar. Prova disto é a alta em mortes resultantes da doença no Brasil em meados de março, onde chegou-se em números de óbitos diários superiores a quatro mil.

Isso demonstra quão grave é o poder adaptativo do vírus, e como deve-se dar a devida atenção as medidas preventivas, como higienização constante das mãos e objetos, uso de máscaras, distanciamento social e o isolamento dos contaminados. Muitas vezes avisos como esse são recebidos como importunação por grande parcela da população, e uma fatia ainda maior foi gravemente afetada pelos impactos econômicos da pandemia. A face de quem espalha o vírus é do indivíduo de baixa renda que busca emprego, sem oportunidade de se proteger ou trabalhar em home-office.

Para driblar os efeitos das novas variantes, é preciso democratizar a proteção contra o vírus, pois afinal, muitos não tem condições de se proteger adequadamente, e em consequência, o crescimento das contaminações torna-se cada vez mais exponencial. As autoridades sanitárias, para adequadamente proteger a população, devem, de forma eficaz, tornar mais acessíveis os protocolos preventivos, de maneira que finalmente se possa dar um fim aos efeitos catastróficos do Covid-19.