Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil

Enviada em 23/08/2021

Do ponto de vista biológico, os vírus possuem uma alta taxa multiplicativa, visto que são seres simples compostos por proteínas e nucleotídeos. Nesse sentido, devido a essa elevada reprodução, eles sofrem facilmente mutações, o que favorece o surgimento de novas cepas, como a variante delta, da COVID-19, que têm gerado diversos efeitos no Brasil, os quais variam desde a contaminação dos indivíduos a reinfecção de cidadãos já contaminados com outras variedades da doença. Assim, tanto a continuidade de processos preventivos para os sujeitos não se contaminarem quanto o isolamento social, são alternativas para atenuar a dissipação das novas formas do coronavírus.

Em primeiro lugar, o médico brasileiro Drauzio Varella define que o uso de álcool em gel e máscaras é extremamente importante para barrar o avanço das novas variedades da COVID-19. Nessa perspectiva, tal afirmação deve-se a importância dessas medidas, dado que o álcool em gel elimina o patógeno das mãos, e a máscara impede indivíduos contaminados de espalhar as cepas pelo ambiente. Consequentemente, a continuidade dessas práticas são extremamente necessárias, pois auxiliam a reduzir a propagação das variantes nos recintos, o que gera menos infecções, uma vez que os sujeitos possuem menos contato com os patógenos.

Ademais, o biólogo Charles Darwin descobriu a seleção natural, um fenômeno biológico na qual os indivíduos mais adaptados ao meio prosperam enquanto os não adaptados definham. Nesse âmbito, demonstra-se uma característica que também ocorre com o coronavírus, posto que esse ao sofrer mutações pode gerar formas mais contagiantes e adaptados, por exemplo a variedade Delta, que de acordo com uma reportagem do portal de notícias G1, é mais transmissível que a forma convencional. Desse modo, o isolamento social continua sendo uma ótima forma de evitar o avanço das variantes no país, porque os brasileiros, ao se isolarem, possuem menores chances de contrair esses novos vírus.

Portanto, para barrar o avanço das variantes da COVID-19 no país, deve o Ministério da Saúde, por meio de capital público, destinar verbas aos municípios brasileiros, para que esses comprem máscaras e álcoois em gel para distribuir à população brasileira. Além do mais, deve o mesmo Ministério, em parceria com a Secretaria Especial de Comunicação Social, criar publicidades, em meio digital e analógico, que incentive os cidadãos a realizarem o isolamento social. Dessa forma, as variedades do coronavírus reduzirão sua transmissão no país, porque os indivíduos realizarão medidas preventivas e serão incentivados ao isolamento social.