Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil
Enviada em 23/08/2021
De acordo com o Ministério da Saúde, 1,051 casos da variante delta já foram identificados no Brasil até agosto. Nessa perspectiva, o cenário visto pela chegada das novas variantes da Covid -19 no Brasil exigem novas medidas como alternativa ao combate da doença. Diante disso, uma das causas dessa expansão é a vacinação deficiente da população total, e uma alternativa para mitigar o problema pode ser o investimento em vacinas que promovam imunidade contra as variantes. Neste contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes para impedir essa problemática.
A princípio, é evidente que o poder público falha ao cumprir o seu papel enquanto agente garantidor das políticas públicas de saúde, o que contribui para a expansão de novas variantes da Covid-19. Nesse sentido, de acordo com a epidemiologista ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues, uma terceira dose da vacina contra a Covid-19 será necessária, devido ao surgimento das novas cepas da doença. Entretanto, de acordo com o portal de notícias UOL, apenas 26% da população foi vacinada até a segunda dose até o mês de agosto. E isso se demonstra como uma grande incoerência, já que o Estado deveria garantir as políticas públicas de saúde para a vacinação cobrir a maior parte da população no menor tempo possível, mas não é realizado na prática. Logo, é preciso uma intervenção para que essa questão seja modificada com o fito de alcançar a imunização esperada pela sociedade.
Por outro lado, destaca-se a utilização de vacinas que já demonstraram efetividade contra as variantes como uma das alternativas ao problema. Nesse contexto, de acordo com portal de notícias G1, as vacinas da Astrazeneca, Pfizer e Janssen têm eficácia de 67%, 88% e 82%, respectivamente, contra casos graves da variante delta. Isto posto, investir em pesquisas de eficácia contra novas variantes e na aquisição dessas vacinas para conter o avanço dessas é fundamental para imunizar a população e controlar as variantes da doença.
Portanto, medidas urgentes são exigidas para amenizar a questão. Logo, o Ministério da Saúde e o governo federal, por meio de um programa nacional de imunização e políticas públicas em saúde, devem realizar a compra e aplicação de vacinas em massa no menor tempo possível, conscientizar a população sobre a importância da vacinação, promover fiscalização sanitária das fronteiras e entradas do país, estabelecer medidas restritivas e de higiene para a população. Nesse sentido, o fito de tal ação é conter o avanço das variantes que já circulam no país, atender a demanda da imunização em tempo hábil e impedir a entrada de novas variantes no Brasil. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado.