Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil

Enviada em 24/08/2021

Em todo lugar podem surgir variantes do coronavírus, mas, quando não se tem condições benéficas para sua proliferação, elas desaparecem. Infelizmente, esse não é o caso do Brasil. Áreas com grande número de casos, desrespeito às medidas que evitam a disseminação da Covid-19, falta de acompanhamento das mutações e vacinação lenta oferecem o terreno perfeito para que linhagens  novas do Sars-CoV-2 se alastrem.

O Ceará  confirmou a presença de novas variantes em seu território, a grande preocupação estava na sua alta transmissibilidade, que hoje foi superada pelo surgimento da variante delta. A delta possui duas vezes maior índice de transmissão que o vírus original. A alfa, dentre as suas características, possui uma baixa capacidade de driblar os efeitos da vacina, atestando a eficácia dos imunizantes contra a doença.  As novas variantes estão recebendo nomes do alfabeto grego (alfa, beta, gama e delta) para evitar que o vírus seja associado à nacionalidade, gerando estigmas sociais.  Os especialistas informam que não está comprovado que a delta e alfa são mais perigosas para crianças. As crianças e adolescentes estão menos imunizados, pois, estão recebendo menos a vacina, então a tendência é que a doença seja mais distribuída a esse grupo. A chance de complicação nos casos de crianças é muito baixa, 2 para cada 1000, nos casos de pessoas sem comorbidade.

Manter-se fisicamente ativo pode ser uma estratégia para aumentar a resposta imune induzida por vacinas contra a COVID-19. Essa é a conclusão de um estudo feito com 1.095 voluntários por pesquisadores da USP e colaboradores. Todos os participantes da pesquisa foram imunizados com a CoronaVac entre fevereiro e março de 2021. Amostras de sangue para análise foram coletadas logo após a aplicação da segunda dose, bem como 28 e 69 dias depois. A qualidade da resposta vacinal foi avaliada através de diversos testes laboratoriais, sendo os principais aqueles que mensuram a produção total de anticorpos contra o SARS-CoV-2 e a quantidade específica de anticorpos neutralizantes. Foram incluídos na análise final 898 pacientes imunossuprimidos. Desses, 494 foram classificados como ativos e 404 como inativos. Além disso, como uma espécie de grupo controle, participaram 197 voluntários sem doença autoimune- 128 ativos e 69 inativos. Na comparação ajustada, os pacientes imunossuprimidos fisicamente ativos apresentaram uma oportunidade 1,4 vez maior de atingir a soro conversão.