Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil
Enviada em 24/08/2021
No filme “Guerra Mundial Z”, o mundo enfrenta um apocalipse causado por uma pandemia. Para salvar a humanidade, um grupo de pessoas busca alternativas para impedir o avanço da pandemia. Do meio artístico para a realidade, nota-se que, no Brasil, os efeitos das variantes da Covid-19 ameaçam a plenitude do bem-estar nacional. A partir de uma análise, percebe-se que fatores como vacinação em massa e distanciamento social podem impedir que as variantes se espalhem no país. Nesse sentido, hão de ser analisados tais fatores.
De início, acerca da lógica refetente ao progresso das mutações do coronavírus, é lícito destacar a vacinação em massa como medida que pode frear tal progresso. Sob esse prisma, dado que a saúde é um direito comum a todos os cidadãos, segundo a Constituição, é nítido que, no que tange à imunização massiva, é dever do governo assegurar que essa providência seja realizada. Contudo, em sua obra “Cidadania de Papel”, Gilberto Dimenstein concluiu que a Carta Magna só existe, de fato, no papel. Destarte, é indubitável que há obstáculos que dificultam que a vacinação atinja o resultado necessário. Consequentemente, o avanço das variantes permanece como um revés. Nesse quadrante, é essencial superar esses paradigmas.
Outrossim, é possível somar aos aspectos supracitados o afastamento social como prática para conter a evolução das variantes no país. Isto posto, é evidente que, para que essa ação tenha resultados, é preciso que o corpo social assuma sua responsabilidade no cenário em questão. No entanto, conforme Simone de Beauvoir, a sociedade tem a predisposição para se habituar ao caos. Destarte, com a nação habituada ao aumento de casos de variantes, surge um contratempo na tentativa de controlar os efeitos do problema. Decorrente disso, tem-se a persistência da pandemia no Brasil. Desse modo, entende-se que essa conjuntura necessita de resolução imediatamente.
Em virtude dos fatos elencados, são fundamentais ações para modificar o contexto hodierno. Para isso, compete à máquina governamental federal, em parceria com as estaduais e municipais, principais órgãos responsáveis pelo país, garantir que a imunização em massa seja realizada com êxito, por meio da aquisição de imunizantes e de pesquisas promovidas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com o objetivo de não só respeitar uma lei constitucional, mas também de proteger a população local. Ademais, a mídia tem o dever de sensibilizar o tecido social sobre os efeitos das variantes, com o fito de diminuir as aglomerações, de modo que reverta o quadro contemporâneo. Quiçá, nessa via, as variantes são extintas e a realidade do país é a de plenitude do bem-estar da sociedade, como ocorreu em “Guerra Mundial Z”.