Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil
Enviada em 24/08/2021
“O homem é a medida de todas as coisa.” Essa máxima, atribuída ao filósofo grego Protágoras, revela o protagonismo humano em que o indivíduo tem o poder de construir sua realidade e seus valores em sociedade. Nesse sentido, referente a pandemia do CoronaVírus, ocorre uma intrínseca identificação com a frase do pensador, pois os diversos entraves em torno desse processo vitimizam todo o corpo social. Dessa forma, são inúmeras as alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil, o que perpassa pela ação do Poder Público, no incentivo à pesquisas.
Em primeira análise, convém frisar o surgimento da ciência na Grécia Antiga, no século VI a.C, uma vez que se existia um conhecimento limitado de fatos, assumindo um aspecto de misticismo e o privilégio de alguns grupos. Nessa perspectiva, hodiernamente, conhecimentos e os resultados das pesquisas científicas começaram a proporcionar mudanças tão rápidas, verdadeiros avanços na evolução, que durante a pandemia do Covid-19, pode-se observar, o desenvolvimento das vacinas em menos de um ano. No entanto, sem abrir mão da segurança e eficácia. Sob essa ótica, apesar da vacinação em massa já estar acontecendo, no Brasil, houve o surgimento de novas variantes da Sars-CoV-2, responsáveis pela segunda onda da pandemia, que de acordo com o Ministério da Saúde, 110 tipos delas circulam no país. Logo, o investimento em pesquisas para a descoberta de vacinas polivantes, - capazes de cobrir uma maior diversidade viral- é uma alternativa para driblar o avanço da Covid-19.
Ademais, foi criado o maior projeto de vigilância genética do CoronaVírus, a GENOV, que ajuda a verificar novas variantes, com mais segurança e credibilidade. Nesse contexto, de acordo com o filósofo Contratualista, Jean Jacques Rousseau, em sua obra “o contrato social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar da sociedade, a fim de que garanta o desenvolvimento da nação. Dessa forma, é essencial que o Poder Público ofereça subsídios para estimular que os pesquisadores e cientistas continuem buscando alternativas de driblar a evolução das variantes, e as reconhecer com mais segurança. Com isso, identificar as mais perigosas, aprimorar o rastreio e analisar a progação do vírus é uma medida alternativa.
Portanto, faz-se necessária a realização de ações que mitiguem o desafio. Assim, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, o papel primordial de investir no desenvolvimento e na produção de novos imunizantes no país, por meio de subsídios financeiros, -uma vez ocorre a falta deste-, de modo que tem sido necessário a importação da matéria-prima do exterior, tendo em vista que há falta de aportes do governo, para que assim haja uma mobilização,a fim de driblar os avanços da nova variante.