Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil

Enviada em 27/08/2021

Segundo o Dogma Central da Biologia, os vírus, ao entrarem em contato com as células, fazem a replicação do DNA, a transcrição para RNA e a tradução das proteínas, o que garante a variabilidade genética. Diante disso, é fato que o coronavírus não é uma exceção à regra, pois suas mutações já são uma realidade — seu potencial de contágio e de letalidade aumentaram drasticamente. Nesse viés, em razão de uma educação deficitária e de uma omissão estatal, emerge um importante questionamento: quais são as alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da COVID-19 no Brasil?

Diante desse cenário, vale destacar que a forma como alguns membros do Governo brasileiro se comportam diante da pandemia é um forte motivo à potencialização da força viral do coronavírus. À vista disso, conforme o cientista Carl Sagan, não é possível convencer um crente de alguma coisa, pois suas crenças não se baseiam em evidências: baseiam-se em uma profunda necessidade de acreditar. Desse modo, ao se analisar os comentários contra a ciência e a promoção de carreatas do presidente Jair Bolsonaro — em plena pandemia —, assim como o apoio obtido por ele de uma grande parcela da nação verde-amarela, percebe-se que o pensamento de Sagan se mostra bastante presente no contexto nacional. Logo, é nítido que, por causa de uma postura irresponsável do presidente, origina-se uma descredibilização da quarentena, o que possibilita o surgimento de novas variantes.

Nesse panorma, é importante salientar que a baixa qualidade da educação nacional é algo que corrobora, indiretamente, o aumento da variabilidade genética do corona. Nesse sentido, consoante Immanuel Kant, o homem tem seu intelecto formado de acordo com o que lhe é ensinado. Sob essa lógica, se há um obstáculo social, há uma lacuna educacional. Sendo assim, no que tange ao avanço desse ser acelular, nota-se que a escola não cumpre o seu papel no sentido de prevenir e reverter os impasses coletivos, como a alienação acerca da gravidade da evolução da doença, uma vez que não abordava — e ainda não aborda — esse conteúdo nas salas de aula. Por isso, a disciplina de Biologia poderia, desde o fundamental 2, mostrar aos alunos o quão importante é dar suporte à ciência, assim como usar o raciocínio de Kant: fazer o indivíduo crescer intelectualmente a partir de um bom ensino.

Infere-se, portanto, que o Ministério da Educação — regulador das práticas educacionais do país —, com a mídia, desenvolva um projeto pedagógico, por meio de uma nova matéria na grade escolar, a qual mostrará os principais entraves do século XXI, como a desinformação, a fim de tornar os mais novos mais intelectuais. Além disso, é de suma importância reuniões com profissionais de saúde, por exemplo, médicos e enfermeiros, nas escolas, para levar conhecimento científico e senso crítico aos seguidores cegos de Bolsonaro. Dessa forma, espera-se driblar os avanços da COVID-19 no Brasil.