Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil
Enviada em 01/09/2021
A luta contra o novo COVID-19
No século XIV surgia na Europa a peste negra, responsável por dizimar cerca de 60% da população européia. Assim, analogicamente como naquela época, atualmente o mundo passa por uma pandemia que, embora tenha menor índice de mortalidade, possui um maior poder de transmissão, se tornando ainda mais imprevisível devido a suas mutações que geraram novas variações do vírus.
Primeiramente, o Brasil não seguiu corretamente as medidas de proteção, como a higienização e o isolamento social. Segundo pesquisas do Data Folha, 70% dos brasileiros não trocam as máscaras conforme as recomendações de prevenção e cerca de 45% não possui o hábito de lavar aas mãos. E de acordo com estudos publicados na Veja, o Brasil é considerado o campeão mundial de desordem na quartentena, se tornando um dos epicentros globais da pandemia. Sendo assim, o primeiro passo para se combater o avanço do coronavírus é seguir as normas básicas.
Dentre as variantes atuais, a variante Delta (ou B.1.617) apresenta maior potencial destrutivo. Segundo estudos publicados na revista “ISTOÉ”, a imunidade daqueles infectados pelo vírus com essa mutação é considerada inatingível, sendo o contágio de 60% até 200% maior que a linhagem viral originial. Dessa forma, é essencial o estudo e investigação por parte da comunidade científica para que se tenha conhecimento de mais informações sobre os possíveis novos danos e sintomas que essa mudança patológica pode causar.
Ademais, o Sistema Único de Saúde (SUS) se encontra em uma situação completamente crítica, o que torna praticamente impossível atender ao grande número de pacientes que a B.1.617 é responsável, já que possui maior índice de transmissão. De acordo com dados do Boletim divulgado pela Fiocruz, das 27 unidades federativas, 24 estados e o Distrito Federal estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS iguais ou superiores a 80%, sendo 15 com taxas iguais ou superiores a 90%. Dessa forma, torna-se necessário a simplificação do fluxo do paciente para que se economize tempo para os demais, além do aumento do número de leitos.
Diante dos fatos apresentados, nota-se a necessidade de o Estado repensar a gestão da saúde pública e de investir em pesquisa pois somente dessa maneira se obtém dados suficiente para se adotar uma estratégia de contenção tanto para o COVID-19 e seus subtipos, quanto para outras patologias que podem surgir e e se tornarem novas pandemias mundiais.