Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil
Enviada em 30/08/2021
De acordo com o teórico britânico David Harvey, a globalização fomentou o chamado encolhimento do mundo, isso é, o aumento das relações de convívio em decorrência das novas tecnologias. Entretanto, com tal acréscimo de relacionamento interpessoal, surgem novos impasses, sobretudo a questão da pandemia do novo coronavírus e as variantes deste — um alarmante problema de segurança pública. Assim, é possível afirmar que não só a falta do básico conhecimento biológico da população em geral, como também o descaso das instituições de saúde para contornar a escassez dele fomentam o status quo contemporâneo do século XXI.
Inicialmente, é necessário ressaltar que a pandemia não é um problema incontornável sem o total enclausuramento social, pelo contrário, pequenos hábitos cotidianos podem suprimi-la. Por exemplo, é constantemente divulgado pela World Health Organization práticas que dificultam a proliferação e contaminação por microrganismos, como a lavagem de alimentos expositivos em supermercados, a higienização das mãos com álcool e até mesmo a retirada de sapatos no ambiente residencial. A priori, por mais que esses aconselhamentos sejam essenciais, quando a população desconhece o conteúdo básico sobre vírus, bactérias e fungos, todos com seus respectivos ciclos de vida e principais meios de obtenção, percebe-se que a pandemia não é um problema biológico, mas sim cognitivo.
Ademais, outro impasse tange à questão da falta de preparo das companhias de salubridade, as quais foram testadas na prática de uma pandemia inesperada em pelo ano de 2020. Conforme a Constituição Federal do Brasil, a saúde é um direito de todos e dever do Estado, o que, porém, percebe uma constatação simbólica do que é a legislação brasileira, visto tal despreparo para o contorno das adversidades do vírus. A partir desse ponto de vista, é irrefutável a necessidade de uma mudança na mentalidade humana quanto ao panorama atual — afinal, já que as instituições médicas não estão preparadas, que pelo menos haja um melhor posicionamento social em relação ao novo vírus.
Destarte, é dever do Estado, no âmbito de ministérios atuantes, em cosonância com companhias de aconselhamento à salubridade, conscientizar a população por intermédio de palestras educativas e campanhas publicitárias em massa acerca dos mecanismos de desenvolvimento microbiológico e técnicas cotidianas simplificadas para profilaxia. Espera-se, com tudo isso, uma melhoria significativa no padrão pandêmico atual e, por conseguinte, uma esperança para contornar o período.