Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil

Enviada em 01/09/2021

Variantes da Covid-19

Desde a emergência, na China, em dezembro de 2019, do novo coronavírus (responsável pela pandemia de COVID-19) a humanidade tem enfrentado uma grave crise sanitária global. Novos e numerosos casos surgiram rapidamente em países asiáticos, como Tailândia, Japão, Coreia do Sul e Singapura, seguindo para a Europa e demais continentes, o que levou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a decretar uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Segundo dados disponíveis em 16 de abril deste ano, 210 países e territórios em todo o mundo relataram um total de 2,1 milhão de casos confirmados de COVID-19 e um número de mortes que já passava a cifra de 144 mil.

Os especialistas estão mais preocupados com quatro variantes do vírus Sars-Cov-2: Alfa (encontrada primeiro no Reino Unido), Beta (África do Sul), Gama (Brasil) e Delta (Índia). Todas elas foram classificadas como variantes de preocupação pela OMS porque representam um risco maior para a saúde pública, por exemplo, tornando o vírus mais infeccioso, causando doenças mais graves ou permitindo que ele resista às vacinas em uma proporção maior dos casos. Embora possam ter resistência maior às vacinas, especialistas apontam que as informações disponíveis hoje indicam que as vacinas (inclusive aquelas em uso no Brasil) têm mostrado resultados mesmo diante de novas variantes.

A preocupação é exatamente que, com o frequente surgimento de novas variantes do coronavírus no Brasil e no mundo, possa surgir alguma mutação do vírus capaz de permitir que ele “escape” da proteção que as vacinas existentes hoje conferem ao corpo humano. Por isso, especialistas enfatizam a importância do monitoramento do vírus por meio do sequenciamento de DNA, o que significa examinar amostras do vírus para identificar mutações genéticas principalmente no Brasil, segundo o ranking da CDC, 35% da população tomou pelo menos a primeira dose e apenas 12,7% dos brasileiros tomaram as duas doses.

Portanto, se as medidas de intervenção da Covid-19 forem relaxadas agora, isso irá aumentar as chances de replicação e disseminação do coronavírus. E, aí, é fácil de entender que mais variantes irão surgir. Se a vacinação não ocorrer com a cobertura e com a eficácia necessárias, por sua vez, podemos ter uma avalanche de linhagens capazes de escapar das vacinas e dominar o cenário, agravando dramaticamente a pandemia. No fim, é nada além de evolução. E, como já disse o professor Theodosius Dobzhansky, “em biologia nada faz sentido exceto à luz da Evolução”.