Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil
Enviada em 02/09/2021
O mundo curvou-se diante de um invasor que não reconhece fronteiras nem faz diferença quanto à idade ou à classe social. Desde março de 2020, a COVID-19 foi caracterizada pela OMS, como uma pandemia; esse termo se refere à distribuição geográfica de uma doença e não à sua gravidade. O coronavírus, uma doença respiratória aguda causada pelo SARS-coV-2, exigiu medidas e ações governamentais para que se poupassem o maior número de vidas.
O tempo passou, estamos diante de novas perspectivas e o mundo tenta voltar à normalidade. Alguns já começaram as flexibilizações das medidas adotadas, e a vacinação, em alguns lugares, tenta barrar as altas taxas de contaminações. De que forma é possível manter o retorno à vida normal e não colaborar para que as variantes – diga-se de passagem, já estão circulando - espalhem com rapidez, gerando novo quadro de calamidades e dificuldades ao atendimento hospitalar?
As principais variantes identificadas são a Variante Alfa (antiga B.1.1.7, identificada no Reino Unido), a Variante Beta (antiga B.1.351, identificada na África do Sul), a Variante Gama (antiga P.1, identificada no Brasil) e a Variante Delta (antiga B.1.617.2, identificada na Índia). Todas elas foram classificadas como variantes de preocupação pela OMS porque representam um risco maior para a saúde pública – por exemplo, tornando o vírus mais infeccioso, causando doenças mais graves ou permitindo que ele resista às vacinas em uma proporção maior dos casos. Mas a variante delta pode atrapalhar os planos de retorno à normalidade. Segundo a OMS a variante – que é muito mais transmissível que as outras mutações do coronavírus já identificadas – tem potencial para se tornar a dominante no mundo nos próximos meses.
Para os cientistas as formas de se proteger das variantes ainda continuam as mesmas, como o uso correto de máscaras, distanciamento social, boa ventilação dos ambientes, higiene das mãos e a vacinação. A imunização contra o coronavírus começou em janeiro deste ano no Brasil, vem se ampliando a várias idades, possibilitando maior prevenção e diminuição da gravidade da doença. E, com o objetivo de reforçar a proteção contra a doença, o Ministério da Saúde anunciou a aplicação da terceira dose em grupos prioritários.
Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde, aos governantes e ao Presidente da República tomarem ações insistentes e rígidas por meio de campanhas, jornais e sites ressaltando a importância da vacinação e o distanciamento. Cabe à população, também, seguir as regras básicas de proteção, procurarem os locais de vacinação para se imunizarem. Os resultados virão se cada um fizer sua parte.