Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil

Enviada em 03/09/2021

A AIDS, doença causada pelo vírus HIV, é uma enfermidade incurável presente no mundo todo há décadas e o  principal motivo para a ausência de cura são as mutações sofridas pelo HIV. Semelhante a essa situação, o mesmo é visto no cenário atual da COVID-19 no Brasil, em que suas variantes, originadas pelas mutações do vírus, estão com um alcance cada vez maior. Em razão disso, convém analisar as causas da propagação das variantes e as possíveis alternativas para driblar o avanço delas.

Ante o que foi exposto, um dos fatores que contribuem para a propagação das variantes do Sars-Cov-2 é a alta circulação de pessoas nos diversos ambientes urbanos, com ênfase para aqueles que não estão imunizados. A exemplo, tem-se a variante delta (originária da Índia) que já correponde cerca de 45% dos casos registrados de Covid-19 no Rio de Janeiro, segundo dados da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ). Tal dado comprova o rápido avanço da delta, um motivo para gerar mais preocupação.

Outrossim, outra causa para a disseminação das variações do vírus é o nível insuficiente da vacinação, pois de acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), somente com 90% da população vacinada será possível conter a proliferação da doença. Em outras palavras, além da redução da circulação de indivíduos desprotegidos, é necessário também o reforço das vacinas para frear as variantes, principalmente a delta, que mostrou ser mais transmissível.

Desse modo, é de suma importância que alternativas sejam aplicadas para conter as mutações da Covid-19. Portanto, compete ao governo incentivar a vacinação em massa, isso por meio da compra de mais vacinas e no impedimento dos indivíduos que não se vacinarem de frequentarem ambientes de trabalho e locais culturais, com o intuito de que a população esteja totalmente imunizada e evitando também que haja a circulação de pessoas vulneráveis a doença, pois somente assim, o Brasil poderá driblar os efeitos catastróficos do avanço das variantes da Covid-19.