Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil
Enviada em 01/10/2021
Desde a primeira infecção pelo novo coronavírus registrada na China no início de 2020 até agora, pouco mudou. A descoberta de diversas vacinas trouxe uma luz de esperança em relação ao futuro, mas com as novas variantes a impressão é que a pandemia está longe de seu fim. Isto significa que ainda não é o momento para maiores flexibilizações e as medidas preventivas adotadas até então precisam continuar por mais algum tempo.
À medida que este vírus circula mais entre as pessoas aumenta suas mutações com surgimento de novas variantes, dentre elas a Delta, originária da Índia, que está espalhando rapidamente e representa quase a metade dos casos de internação no Rio de Janeiro. Apesar desta variante ser mais transmissível, constata-se que a falta de barreiras sanitárias eficazes nas fronteiras brasileiras facilitou sua entrada e disseminação no território.
Além disso, a flexibilização antecipada das medidas de prevenção (uso de máscara, distanciamento social e evitar aglomerações) por boa parte da população também facilita o surgimento de outras variantes. Isto aliado ao fato de que a vacinação ainda está distante de alcançar a meta de 90% de imunizados, porcentagem considerada ideal pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) para controlar a disseminação do vírus dificulta a erradicação deste vírus, prolongando assim esta pandemia por mais tempo do que o necessário.
Dessa forma, as alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da covid no Brasil abrangem reforço das barreiras sanitárias nas fronteiras bem como continuidade nas medidas preventivas tomadas até agora. O fim da pandemia só será possível com avanço da vacinação em todo país na mesma medida que se mantém as restrições em relação as flexibilizações por parte dos governantes.