Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil
Enviada em 03/11/2021
Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman em sua obra “Em busca da política”, nenhum país que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para as adversidades que o afligem. Nessa perspectiva, torna-se passível de discussão encontrar formas para contornar a disseminação das variantes do Coronavírus no Brasil. Logo, o poder público e coletividade devem se questionar acerca de seu papel no enfrentamento desse problema social.
Decerto, o vírus Covid-19 continua acarretando na morte de milhões de pessoas ao redor do globo. Entretanto, com o passar do tempo este desenvolveu-se em outras quatro variantes, tendo algumas destas maior capacidade de disseminação e contaminação do que o primeiro vírus e assim perpetuando o estado pandêmico. De acordo com o médico cancerologista Drauzio Varella “as vacinas fabricadas para a primeira cepa também são eficazes para as novas variantes assim com as medidas de prevenção”, portanto, o avanço das novas cepas está mais relacionado com a ineficiência dos órgãos públicos do que com a falta de medidas cabíveis. Esses fatos mostram o baixo apoio e incentivo para driblar os efeitos das novas variantes no Brasil. Sendo assim, fica evidente a necessidade de melhoria e suporte por parte do Governo Federal.
Ademais, ressalta-se a constante ignorância das pessoas acerca dos efeitos causados tanto pela primeira cepa do vírus, quanto pelas novas variantes. Nesse sentido, é lícito citar a Alegoria da Caverna de Platão, no qual o indivíduo acorrentado tende a permanecer na caverna por ser mais cômodo do que descobrir sua verdadeira realidade. Análogo a isso, percebe-se em 2020-2021 a banalização associada ao cumprimento de medidas preventivas para conter o alastramento do vírus, sendo este fator o maior causador do avanço das novas cepas pelo território, tornando os cidadãos que desrespeitam as medidas preventivas os novos acorrentados do século XXI. Dessa forma, fica evidente a necessidade de buscar alternativas para sensibilizar essas pessoas acerca da realidade nacional.
Assim sendo, torna-se indubitável o apoio de medidas públicas e coletivas na criação de alternativas para driblar o avanço de novas cepas no Brasil. Posto isso, cabe o investimento do Governo federal na distribuição de vacina em larga escala, com o intuito de aumentar a imunização da população e assim barrar o avanço e formação de novas variantes do vírus. É válido ressaltar o empenho do Ministério da Comunicação em campanhas publicitárias que mostrem as consequências da falta de cumprimento das medidas de prevenção, a fim de reduzir a disseminação do vírus e suas variantes pelo território nacional.