Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil
Enviada em 15/10/2021
A Constituição federal de 1988 prevê a saúde como um direito inerente ao cidadão brasileiro. Todavia, isso não acontece na prática quando se observa a falta de alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil. Nessa perspectiva, a falta de medidas do governo para amenizar os efeitos das variantes, impulsionada pelo contexto histórico brasileiro, cerceia as liberdades substantivas dos cidadãos, como o acesso à saúde. Logo, é imperativo analisar os fatores que favorecem esse quadro.
Nesse contexto, cabe destacar a falta de medidas do governo em prol de driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil. Nesse viés, a ausência de campanhas de adesão à vacinação promovidas pelo governo potencializa a proliferação das variantes. Consequentemente, os efeitos dessa proliferação - como o aumento no número de casos, visto que algumas variantes são mais infecciosas - coloca em risco a saúde de muitos brasileiros. Esse cenário, segundo o economista ganhador do Nôbel Amartya Sen, fere as liberdades substantivas dos cidadãos brasileiros, já que o direito a saúde, previsto na Constituição, é cerceado.
Ademais, deve-se apontar o contexto histórico brasileiro como impulsionador desse cenário. Historicamente, a sociedade brasileira é, em parte, contrária a vacinação obrigatória, como exemplificado na Revolta da Vacina. Nessa revolta, parte da população do Rio de Janeiro, revoltada com as reformas urbanas promovidas pelo governo, negou-se à vacinação obrigatória. Dessa maneira, evidenciado o contexto histórico brasileiro de negação, é necessário que o governo tome uma atitude ativa em relação à vacinação contra a Covid-19 para reduzir os efeitos da proliferação das variantes.
Portanto, a fim de reduzir esses efeitos, como o aumento de casos, o Estado, que segundo Amartya deve garantir as liberdades substantivas dos cidadãos, precisa conscientizar a população sobre os benefícios da vacinação, visto o histórico negacionista de parte da população. Isso pode ser feito por meio de campanhas de vacinação em diferentes meios de comunicação, como televisão, rádio e internet. Enfim, caso a Constituição federal de 1988 seja cumprida, haverá mais adeptos as campanhas de vacinação e os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 serão remediados.