Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil
Enviada em 01/11/2021
Desde o começo da pandemia, no inicio de 2021, as preocupações com o vírus Sars-CoV-2 vem se tornando cada vez maiores, em especial com as suas variantes e os riscos que as mesmas possuem. Todas variantes até o momento foram consideradas casos de risco pela OMS, já que apresentam mutações que podem diminuir a eficácia de vacinas ou tornar o vírus mais infeccioso, causando doenças mais graves. Diante dessa preocupação, a pergunta “como prevenir o avanço dessas variantes?” vem sendo cada vez mais utilizada.
As variantes são mutações que se espalham rapidamente entre as pessoas; no Brasil, a variante delta é a que esta contaminando mais indivíduos. Um estudo realizado pela Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), indica que no mês de agosto quase metade das infecções por covid-19 no estado são originadas pela variante delta, e ela continua em rápido avanço, sendo mais transmissível que as outras. O instituto Butantã, na capital paulista, divulgou dados de monitoramento dessa variante, na qual é tão contagiosa quanto a catapora. Essa variante sofreu uma modificação na proteína “Spike” que possibilita o vírus se agarrar às células humanas, o que explica sua maior transmissibilidade. Quanto mais o vírus circula, maior a probabilidade de sofrer modificações genéticas.
Por certo, possui uma explicação para esse desenvolvimento e disseminação das variantes no Brasil. De acordo com o virologista José Eduardo Levi. Pesquisador do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo, as variantes precisam de condições especificas para se desenvolver e se não encontram, desaparecem. Porém esse não é o caso do Brasil. O virologista explica que áreas com grande número de casos, desrespeito às medidas que evitam a disseminação da Covid-19, falta de acompanhamento das mutações e vacinação lenta oferecem o cenário ideal para o desenvolvimento da variante.
Em suma, conclui-se que as variantes se disseminam muito rápido por conta das condições em que a sociedade vive e que podem causar doenças mais graves do que o vírus não mudado. Diante desse impasse, medidas para prevenir a disseminação das variantes devem ser tomadas; cabe ao governo e a Secretaria da Saúde realização de campanhas que mostrem para as pessoas como se portar diante dessa situação, como a realização dos cuidado que já deviam ser tomados: o uso obrigatório de mascara, higienização das mãos com água e sabão, utilização de álcool em gel e o principal, isolamento social. Assim, se as medidas forem tomadas de forma rigorosa pela população, os números de contaminação da variante diminuirá até que quase toda a população brasileira seja vacinada com as duas doses da vacina contra a covid-19.