Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil
Enviada em 01/11/2021
No livro A Peste, de Albert Camus, escrito no contexto da Segunda Guerra Mundial, uma das frases mais marcantes é “A estupidez insiste sempre”. Nessa obra, o autor cria um cenário onde é criada uma peste, que, é associada ao avanço das ideias nazistas, ela mata boa parte da população. Na atualidade, o vírus Covid-19 e suas variantes assolam o mundo, assim como no livro, ele está matando diversas pessoas. Semelhante à peste de Camus, a propagação do vírus coloca em debate a importância de um projeto coletivo para o combate desse virus.
A princípio, destaca-se que a contenção do vírus só será possível se todas as pessoas se compromissarem com a coletividade. Nesse sentido, tal esforço se mostra como um grande empecilho, uma vez que a sociedade é marcada por relações individualistas e fragmentadas, como ressalta Bauman em sua sociologia. Isso pode ser observado no descumprimento da principal medida adotada: distanciamento social – parte da população e até a liderança máxima do país não estão evitando aglomerações.
Em segunda análise, é necessário elaborar novas regras de convívio social. No panorama sociológico de Émile Durkheim, podemos considerar que o avanço do coronavírus é uma anomia, porquanto contribui para diversos conflitos, como, crise econômica, desemprego, inflação, instinto de conservação da vida. Contudo, se o processo de combate aos vírus é coletivo, a sociedade precisa estabelecer atitudes de solidariedade, por se tratar de um virus que afeta a todos, independentemente de sua classe social.
Portanto, para que a ficção não se torne realidade, é necessário que o governo, por meio de mídias sociais e a televisão, cria propagandas, que incentivem os indivíduos a exerem a empatia, como forma de fortalecer laços de solidariedade. Ademais, o Estado necessita ser o exemplo, procurando conscientizar a população sobre medidas de prevenção, para que os impactos possam ser minimizados e as vidas preservadas.