Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil
Enviada em 24/12/2021
A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 6°, a saúde como direito comum à cidadania. Contudo, nota-se uma realidade contraditória, visto que, no Brasil, as variantes da Covid-19 seguem avançando no número de casos. Nesse viés, fica evidente a ineficácia do Estado no controle de infecções pandêmicas, pois a situação crítica do sistema de saúde, e a falta de palestras e diálogos esclarecedores, são fatores que propiciam a expansão de tais infermidades.
Deve-se ressaltar, inicialmente, que o sistema público de saúde em crise dificulta o combate das novas variantes da Covid-19 no Brasil. Para exemplificar tal crise, segundo o Conselho Federal de Medicina, há aproximadamente 1 médico para cada 1000 habitantes brasileiros, fato esse que expõe a falta de incentivos financeiros nesse setor. Dessa forma, sem o amparo de profissionais qualificados suficientes, os hospitais públicos acabam ficando sobrecarregados, assim dificultando o tratamento da população e favorecendo o avanço das variantes.
Ademais, a falta de informações confiáveis leva à imprudência da população. A respeito disso, a Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro, foi um conjunto de manifestações contra a vacinação obrigatória, visto a falta de diálogos esclarecedores a respeito da aplicação científica e dos efeitos colaterais da vacina. Paralelo a isso, na atualidade, a ausência de conscientização social pode promover a negligência da população, pois, sem compreender a lógica das ações preventivas, os cidadãos podem questionar a real eficácia de tais métodos.
Em suma, é imprescindível promover o controle das variantes da Covid-19 no Brasil. Para isso, compete ao Estado, por meio de investimentos governamentais, ampliar o número de vagas nas universidades de medicina e promover palestras de conscientização - eliminar a escassez de médicos amenizará a crise do sistema de saúde, e as palestras irão reduzir a negligência da população -. Desse modo, tem-se a finalidade de garantir a plenitude do direito à saúde no Brasil.