Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil

Enviada em 26/01/2022

O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair da sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito ao COVID-19 e suas variantes. Nesse contexto, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da quebra de quarentena e do negacionismo governamental.

Convém ressaltar, a princípio, que a quebra de quarentena por parte da população é um fator determinante para a persistência do problema. Sob esse viés, segundo os dados das Secretarias Estaduais de Saúde do Brasil, houve um aumento de casos logo após a primeira semana de 2022, mostrando que durante épocas festivas ocorre uma maior aglomeração, fazendo com que o vírus se espalhe mais rapidamente e fique mais propício a mutações. Dessa forma, sem a aplicação de uma rígida quarentena determinada pelo governo, não haverá respeito pela própria da população.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é o negacionismo governamental em relação ao Coronavírus, visto que durante a pandemia, o atual presidente, Jair Bolsonaro, se recusa a tomar a vacina. Segundo informações do site da Sociedade Brasileira de Imunizações, é necessário que todos tomem o imunizante para haver uma imunidade coletiva, assim, dando um fim a pandemia. Porém, uma parcela da população vê as falas do presidente como “verdade absoluta”, logo,  o negacionismo do governo em relação a vacina, faz com que grande parte dos cidadãos não se imunizem. Portanto, sem uma alta parcela de vacinados, a imunização coletiva é impossibilitada, consequentemente,  número de variantes estará favorável a aumentar.

Sendo assim, medidas estratégicas são necessárias para alterar este cenário. Logo, cabe à mídia televisiva ressaltar a importância da prevenção e imunização contra a COVID-19, por meio de debates com especialistas - por exemplo: médicos e cientístas -,  em grandes programas, a fim de conscientizar a população de que é necessário ficar em casa e se vacinar contra o vírus. Somente assim, saindo da sua zona de conforto, a tão desejada imunidade coletiva será conquistada.