Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil
Enviada em 07/03/2022
No ano de 2020, o mundo enfrentou a pandemia da Covid-19, a qual afetou a dinâmica social e tornou necessária a adoção de medidas protetivas. Neste cenário, observa-se, apesar do estabelecimento de ações de proteção, o avanço de variantes do vírus, devido às aglomerações e à popularização do movimento anti-vacina no Brasil, fato que representa um risco à saúde pública. Sendo assim, é necessário discutir os motivos para o avanço das novas variantes, além de porpor alternativas para frear a contaminação pelos vírus.
A priori, as contínuas aglomerações são uma das principais razões para o avanço da pandemia. Dito isto, no ano de 2022, foram realizados eventos como RapFestival, no Rio de Janeiro, e o Pida Music Festival, em Salvador, eventos estes que juntaram mais de duas mil pessoas para shows, o que evidencia o descontrole governamental em relação a eventos de risco. Por conseguinte, mediante a realização de grandes eventos musicais, há um incentivo da aglomeração e consequente alta na taxa de contaminação, fatores que facilitam o desenvolvimento de novas variantes e colocam em risco o bem-estar social.
Por outro lado, a popularização do movimento anti-vacina é um dos fatores que contribuem para o descontrole das novas variantes. Neste cenário, segundo dados do Ministério da Saúde, em 2022, cerca de 27% da população brasileira não tomou a vacina contra a Covid-19, o que revela a negligência da população com o quadro vacinal. Ademais, considerando os dados estatísticos, o movimento anti-vacina, o qual se popularizou no início do programa de vacinação, é um dos responsáveis pela quantidade alarmante de indivíduos sem imunizantes, o que facilita a contaminação e o desenvolvimento de novos vírus.
Em síntese, o avanço das novas variantes é proporcionado pela negligência estatal e pela irresponsabilidade da população com as vacinas. Dessa forma, é necessário que o Estado, por meio do exercício do poder e da responsabilidade constitucional, elabore um decreto proibindo grandes aglomerações, a fim de evitar a disseminação do vírus e driblar as novas variantes. Além disso, o Ministério da Saúde deve, através de campanhas publicitárias, estabelecer um diálogo claro com a população acerca da importância e da confiabilidade das vacinas, objetivando quebrar o movimento anti-vacina e aumentar a taxa de imunização, o que - a longo prazo - contribuirá para o controle da propagação viral e possibilitará o retorno à vida normal.