Alternativas para driblar os efeitos do avanço das variantes da Covid-19 no Brasil

Enviada em 11/05/2024

Jiddu Krishnamurti, filósofo indiano, elucidou: “Não é sinal de saúde estar bem

adaptado a uma sociedade doente”. De maneira análoga, percebe-se, ao analisar

os efeitos do avanço das variantes do COVID-19 no Brasil, que as principais difi-

culdades para coibi-los são: a persistência do negacionismo científico, assim como

o potencial ameaçador do vírus. Dito isso, cabe avaliar os fatores que favorecem

esse quadro.

De início, a Organização Mundial de Saúde esclareceu que um vírus se torna mais

perigoso à medida que sofre mutações. Desse modo, cabe inferir que o negacio-

nismo – recusa em aceitar a veracidade de comprovações científicas – se porta co- mo um dos contribuintes do avanço de variantes do COVID-19, tendo em vista que

a parcela da sociedade adepta ao movimento não irá dar a devida credibilidade as

medidas de prevenção apontadas pelos orgãos de saúde, de modo a acarretar o

decaimento de sua saúde e das pessoas ao seu redor.

Além do exposto, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos reconheceu que uma das variantes do COVID-19, a Delta, é tão contagiosa

quanto a catapora. Sob esta ótica, nota-se o quão ameaçadoras as cepas (resulta-

dos de mutações) podem ser, fato que coloca em jogo a saúde pública caso a po-

pulação não esteja em alerta e não tome as devidas precauções.

Em suma, o Ministério da Educação, em conjunto com o da Saúde, por meio de

emendas e iniciativas públicas, deve incluir na estrutura curricular básica do cida-

dão a abordagem de assuntos relacionados à busca de informações, de modo a

instruir a população sobre onde devem encontrar materiais de confiança no que tange à saúde e tenham base para confiar na ciência. Também, deve utilizar uma linguagem menos rebuscada na difusão de conteúdos científicos, para que se pro-

paguem com maior facilidade na sociedade. Dessa feita, os efeitos das variantes

do COVID-19 tomarão proporções cada vez menores.