Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 28/05/2018

É incontestável afirmar que há falta de estrutura para receber portadores de necessidades especiais em diferentes âmbitos da sociedade. Apesar de muito se falar em inclusão, não é o que se presencia , muitas vezes, em setores como a educação e o mercado de trabalho. A fragilidade do Estado é notória com essa parte da população e evidência o descaso que anda alado com esses portadores.

Segundo a Declaração dos Direitos Humanos, a educação é um direito fundamental de todo ser humano. Deste modo, garanti-lá a qualquer indivíduo inerentemente é uma obrigação do Estado. Porém, sob óptica social, a atualidade não nos fornece a estrutura necessária para adequar portadores de necessidades especiais no ensino convencional, uma vez que, as instituições de ensino não tem profissionais, nem estrutura física para recebê-los  em um modelo comum de ensino.

Além disso, no mercado de trabalho , em que se tem conhecimento de que a busca por empregos é continua e alta,  ingressar no setor é extremamente competitivo. Tornando-se ainda mais árduo para portadores especiais, ademais, o ramo conta com o preconceito velado de muitos contratantes entorno da capacidade desses indivíduos,  juntamente com obstáculos arquitetônicos, também presentes dentro de ambientes comerciais. Outrossim, a questão comportamental, a idiossincrasia de funcionários e transeuntes no geral , no ambiente de trabalho e , ou fora dele, induziram a criação da Lei de Cotas em 24 de de julho de 1991, buscando garantir assim a inserção de pessoas com algum tipo de deficiência no mercado de trabalho.

Deste modo, vale ressaltar a importância da atuação do Estado, juntamente com o Ministério Público e o Ministério da Educação, para a implantação de escolas adaptadas com profissionais preparados para suprir a necessidade requerida por eles. Estes órgãos também devem buscar fiscalizar essas politicas de cotas, para garantir a validação desses meios, já que enquanto a cultura do preconceito e a educação precária a eles imperar, elas se fazem necessárias. Sendo assim, o caminho mais sensato para uma possível equidade social entre portadores de direitos especiais e pessoa consideradas comum aos olhos da sociedade.