Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 08/06/2018
Conforme o artigo 5° da constituição de 1988, um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil é promover a igualdade perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros o direito à vida e à liberdade. Entretanto, esse artigo não é posto em prática, uma vez que, na sociedade, ainda é persistente a intolerância contra pessoas portadoras de necessidades especiais. Diante disso, deve-se analisar como as escolas e o mercado de trabalho provocam tal problemática no país.
É relevante enfatizar, a princípio, que as escolas são as principais responsáveis pela diferenciação com os deficientes. Isso acontece porque, é preciso também garantir a sua permanência e aprendizagem nas unidades escolares, visto que, a falta de integração influência ao aumento de casos de preconceito. Assim, é comum, por exemplo, encontrarmos colégios públicos e privados sem infraestrutura, projetos pedagógicos ou profissionais especializados para atender às crianças com carência física e psicológica. Tal realidade preocupa, pois, o filósofo Juan Amos na obra “Didática Checa”, defende que todos devem ter direito à educação, independentemente da classe social.
De outra parte, o mercado de trabalho também é responsável pela problemática em questão. Isso ocorre da falta de uma política rígida nas empresas, pois, apesar de termos um grande número de indivíduos especiais, poucos estão atuando no mercado. Como prova disso, atuam-se aproximadamente 50% nos estabelecimentos brasileiros, segundo dados da Folha Uol em 2016. Aliás, frustra constatar que, apesar da falta de integração, à qualificação das pessoas com deficiência, segue basicamente o mesmo padrão da população brasileira sem deficiência.
Fica claro, portanto, que as escolas e o mercado de trabalho dificultam na inclusão de pessoas com necessidades especiais. Em razão disso, o Ministério da Educação (MEC) em parceira com as escolas e o Ministério da Saúde (MS), deve promover projetos pedagógicos, como debates e palestras que enfatizem a importância de termos profissionais especializados em psicologia e fisioterapia para melhor atender aos deficientes e demonstrar a importância do respeito às diferenças na sala de aula, como também, ajudar a descontruir o preconceito. Além disso, o Ministério de Trabalho (MTE) deve fiscalizar as empresas com aplicações de multas por discriminação e beneficiar àquelas que asseguram e promovem a igualdade. Assim, a desigualdade poderá deixar de existir e a República brasileira terá, finalmente, um dos seus objetivos fundamentais cumprido.