Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 10/06/2018
Desde as civilizações medievais até os povos indígenas mais recentes, existia uma cultura de exclusão social e abandono das crianças que possuíam algum tipo de deficiência. Elas eram entendidas como um mau sinal, vindo de um castigo dos deuses ou de forças superiores. Embora, ainda haja muito preconceito acerca das pessoas com necessidades especiais, é preciso alternativas para que elas sejam incluídas, principalmente, no mercado de trabalho e nas escolas.
De acordo com o site do Governo Federal, o Brasil possui 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência e apenas 330 mil estão empregados. Logo, é um número baixo e isso se deve, sobretudo, a discriminação no mercado de trabalho, pois quem contrata alega que é difícil encontrar candidatos qualificados. Vale ressaltar também que, apesar de existir a Lei de Cotas que reserva vagas para eles, ainda assim, as empresas querem escolher pela deficiência e não pelo potencial, dessa forma, excluindo ainda mais uma parcela desse grupo, por exemplo os surdos e os deficientes visuais, segundo uma reportagem do MG Record.
Somado a isso, 61% das pessoas portadoras de necessidades especiais têm ensino fundamental incompleto, isso acontece, porque as escolas regulares ainda estão pouco preparadas, por exemplo na acessibilidade e na formação dos professores. Por conseguinte, isso dificulta que lidem de forma adequada com as crianças debilitadas e que haja um inclusão completa.
Portanto, de acordo com os Direitos Humanos " todos nascemos livres em dignidade e direitos", então para que os direitos garantidos sejam cumpridos de fato. É preciso que o Governo Federal, em parceria público-privada com empresas amplie o projeto " Criando oportunidades", que consiste em capacitar os portadores de necessidades especiais e inserir-los no mercado de trabalho. A fim de que, assim, aumente as oportunidades de inserção deles, por meio da capacitação, por exemplo, em criação de cursos. Ademais, o Governo em parceria com o Ministério da Educação, deve capacitar os professores, por intermédio de orientação sobre como trabalhar com essas crianças, o qual precisam de materiais especiais e individuais. Além de também aumentar a acessibilidade do ambiente escolar, só para ilustrar, na construção de rampas, banheiros adaptados, entre outros. Pois, algumas escolas ainda não estão devidamente habitável para quem possui, a exemplo, deficiência física. Para que, dessa forma, cresça a inclusão social deles nas instituições de ensino e por meio da democratização é a melhor maneira. Logo, apesar de atualmente existir uma maior sensibilização das pessoas e eles não serem tratados como nas civilizações medievais, é necessário que haja essas medidas, com intuito de que cada vez mais eles sejam tratados de maneira igual e sem preconceitos.