Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 27/06/2018

Há relatos que informam que era comum, em algumas comunidades indígenas, o homicídio de recém-nascidos que fossem diagnosticados como deficientes físicos. Isso demonstra que o preconceito rege a sociedade brasileira desde antes da colonização, até os dias hodiernos. Além disso, a falta de investimento - por parte do governo - em tecnologia para a melhora da qualidade de vida dos deficientes também é uma barreira que deve ser derrubada.

A constante busca pela perfeição, promovida diariamente pelas mídias sociais, gera diversos problemas, dentre eles está o preconceito. Assim como Procusto (um gigante que, de acordo com a mitologia grega, buscava padronizar as pessoas) a sociedade atual brasileira, com seus valores e suas tradições consolidadas, exerce uma pressão psicológica no povo, fazendo com que se excluam todos aqueles considerados “fora do padrão”.

Outrossim, a falta de objetos que tendem a melhorar a qualidade de vida de indivíduos portadores de necessidades especiais é um desafio a todos que não pertencem à elite, pois, aparatos como aparelhos auditivos, braços mecânicos e afins, são caros e de pouco acesso. Sendo assim, além dos problemas de cunho social, os deficientes sofrem com a falta de acessibilidade e de recursos.

Portanto, é necessário que a escola e a família ensinem as crianças a não crescerem como “Procustos”. Assim, o preconceito não se enraizará nos pueris, fazendo com que o acesso à educação se torne menos dificultoso para os deficientes. Já no âmbito político, é de indubitável importância que o Ministério da Educação invista em pesquisas para o desenvolvimento de tecnologias que possam ser acessíveis à maioria da população deficiente.