Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 30/06/2018

“Sem um fim social o saber será a maior das futilidades.” A frase do cientista social Gilberto Freyre faz alusão à importância do investimento no social. Porém, pessoas portadoras de necessidades especiais apresentam problemas na inclusão em sociedade. Assim, deve-se analisar como a herança histórica e a omissão do Poder Público prejudicam a questão.

A herança histórica é a principal responsável pela manutenção dos impasses. Isso decorre de Roma Antiga, que acabava exterminando deficientes, a sociedade então, por tender a incorporar costumes de época, conforme defendeu o sociólogo Pierre Bordieu, naturalizou esse pensamento e passou a reproduzi-lo. Analogamente, cada vez mais portadores de necessidades especiais enfrentam problemas na aceitação em grupos e Instituições de ensino, o que prejudica o desenvolvimento social e cognitivo.

Atrelado à sociedade, nota-se que o Poder Público esquiva-se da questão. Isso porque, embora a Constituição de 1988 garanta o direito à educação e vivência em sociedade, o Estado impede a efetivação de muitas conquistas, pois os interesses econômicos de alguns setores se sobrepõem à fiscalização das leis. Não é à toa, então, que os índices de pessoas especiais fora de ambientes de socialização, como a escola, só cresçam e mostrem o quanto a sociedade é preconceituosa e o quanto o cienstista social Freyre estava correto.

Diante dos fatos supracitados, nota-se que o problema é prejudicado historicamente pela sociedade e pelo Estado. O Governo Federal, portanto, por meio do Ministério da Educação, deve criar projetos de inserção dos portadores de necessidades, por meio de gincanas e jogos lúdicos nas escolas e praças que fomentem a socialização geral, com materiais presenciais e online sobre a importância da inclusão e os benefícios causados por ela, a fim de potencializar o processo de inclusão. Destarte, os ideais sociais de Freyre, serão de uma vez, respeitados.