Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 03/08/2018

Sob a ótica do escritor austríaco Stefan Zweig, o Brasil pode ser considerado o país do futuro. Entretanto, as dificuldades enfrentadas pelos deficientes, no que tange à acessibilidade urbana, vagas no mercado de trabalho formal e compreensão respeitosa de suas limitações físicas, comprovam que a teoria de Zweig, ainda hoje, não se tornou realidade. Assim, deve-se destacar tanto as conquistas quanto os principais impasses enfrentados pelos portadores de deficiência, na sociedade atual do país.

De acordo com o ativista Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa, capaz de mudar o mundo. Logo, deve-se enaltecer os avanços observados no campo da educação, principalmente no sentido de facilitar o ingresso dos portadores de necessidades especiais às universidades federais do país. A Lei de Cotas para Deficientes, prevista na Constituição brasileira, proporciona melhores oportunidades àqueles que buscam uma formação profissional, apesar das dificuldades impostas biologicamente. Entretanto, é inegável a existência de setores que carecem de visibilidade pública.

No Brasil, em janeiro de 2012, começou a vigorar o Sistema Nacional de Mobilidade Urbana, o qual visava garantir um fluxo equilibrado de pessoas e transportes, bem como a acessibilidade homogênea de todos às ruas e avenidas das cidades. Todavia, muitas pessoas com deficiência, em várias partes do Brasil, encontram obstáculos que dificultam ou impossibilitam sua mobilidade, restringindo-as ao seu ambiente doméstico e cerceando sua independência, sua capacidade de ter uma vida produtiva e seu direito de ir e vir.

Outrossim, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho, um terço dos municípios brasileiros não oferecem vagas de trabalho suficientes para o portador de necessidades especiais. Nesse sentido, a falta de capacitação profissional dessas pessoas, aliada ao preconceito intrínseco na sociedade, dificulta que esses deficientes ingressem numa instituição de trabalho adequada. Além disso, muitas empresas não cumprem a cota mínima com 2% a 5% de vagas reservadas para portadores de deficiências, o que pereniza ainda mais o problema do desemprego entre essa classe.

Portanto, fica claro que a problemática deve ser combatida, visto que ela prejudica o sentimento de dignidade humana presente nos deficientes físicos.Logo, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, criar um Instituto específico que ofereça cursos técnicos para portadores de  necessidades especiais, com o fito de que eles se capacitem e entrem, de forma rápida, no mercado de trabalho formal. Ademais, a Secretaria de Comunicação Social, com o apoio das mídias televisivas, de- ve veicular vídeos curtos e propagandas conscientizando sobre a valorização dos deficientes, com o in-  tuito de alertar não só a sociedade civíl,mas também os empresários,a respeitarem todas as diferenças.