Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 08/08/2018

Brasil: A deficiência da inclusão

Na Constituição Federal de 1988 tem um dispositivo expresso que diz que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Todavia, para muitos grupos sociais este artigo não é aplicado na prática, à exemplo dos deficientes físicos. Sendo assim, faz-se necessário analisar os motivos deles não serem devidamente incluídos, seja pela falta de estrutura das universidades ou pelo preconceito no mercado de trabalho.

Importante discutir, inicialmente, a falta de infra-estrutura das universidades para receber os deficientes físicos. À luz deste tema, jovens e professores deficientes sofrem com a precária acessibilidade nos campus universitários. Assim, ainda que existam cotas para introduzi-los ao meio, estas faculdades não possuem estrutura para oferecer suporte ao indivíduo. Por conseguinte, não adianta criar cotas de inclusão se tais estudantes não poderão ter livre acesso aos espaços da faculdade, tornando impossível a inclusão efetiva. Sendo assim, a UFPB é um exemplo porque possui calçadas com buracos, falta de elevadores e rampas de acesso construídas erradas, conforme noticiado pelo jornal O Globo.

Outra questão se refere ao preconceito que estas pessoas têm que conviver. Embora a lei federal obrigue companhias a contratar funcionários com deficiência, o ingresso deles permanece insatisfatório. Neste cenário, muitas empresas escolhem indivíduos com deficiências leves, para que não haja alteração em sua estrutura. Isto é, pessoas com deficiências mais severas são excluídas, tornando-se notório que estas atitudes são baseadas no preconceito. Assim, a falta de oportunidade dificulta a inclusão social destas pessoas.

Fica evidente,portanto, que o Brasil está muito distante de incluir adequadamente os deficientes físicos. Por isso, os governos com reitores das universidades públicas devem criar um plano de reestruturação das instituições, construindo rampas adaptadas e elevadores, melhorar o campus, para que diminua as dificuldades de acesso. Ademais, o Ministério Público do Trabalho deve intensificar a fiscalização nas empresas, criando um setor para auditar o quadro de funcionários, a fim de verificar se existem deficientes trabalhando e como está sendo realizada tal inclusão. Tais medidas visam promover melhorias na integração e na eficácia da Constituição Federal.