Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 01/03/2019

“A maior deficiência não está no corpo do deficiente físico, mas, na alma do preconceituoso”. Essa assertiva do escrito e intelectual Sebastião Barros Travassos nos permite ponderar sobre como a inclusão de pessoas com necessidades especiais representa uma adversidade a ser enfrentada de maneira mais firme pela malha social. Somado a isso, é de responsabilidade analisarmos as principais consequências desse impasse no âmbito social e psíquico.

Em primeiro plano, convém ressaltarmos que, de acordo com o Portal EBC (Empresa Brasil de Comunicação), o índice de discriminação a sociedade que apresenta algum tipo de deficiência cresceu cerca de 40,5% nos últimos 4 anos no Brasil.  Nesse tocante, destacamos a falta de acessibilidade, a visão normalmente imposta pela população de que são incapazes como sendo os principais fatores para o aumento dessa taxa, uma vez que tais pretextos influenciam no corpo social. Visto isso, é inaceitável que uma plaga globalizada ainda inflija os direitos das pessoas portadoras de necessidades especiais.

De outra parte, o preconceito está diretamente ligado com aquilo que o psicanalista Freud já dizia em seu texto “Luto e melancolia”, de 1907, a chamada neurose mental. A esse respeito, o pai da psicanálise relata que um indivíduo, ao sofrer ou cometer uma injúria, consequentemente trará para si à culpa por tal fato ocorrido, o que neste caso, pode-se associar com a opressão pela exclusão que está impregnada na sociedade brasileira, o que assumiria para a vítima a responsabilidade e se martirizaria por isso. Com efeito, o autor afirma que, nessa circunstância, o transtornado opta por suicídio como solução. Portanto, é inadmissível que as autoridades governamentais não vejam a intolerância como sendo um risco eminente para à saúde mental da sociedade.

Diante do exposto, entendemos que a inclusão de portadores de necessidades especiais requer ações mais concretas para serem atenuadas em nosso país. Sob esse viés, o Ministério Público deve realizar medidas para que a população se aproprie das questões inerentes a esse tipo de problemática, por meio de campanhas midiáticas que visem divulgar a inclusão e educar o corpo social que repercuti tais hábitos que não conduzem uma boa ação. Desse modo, esperamos minimizar os casos de constrangimento e proporcionar um ambiente propício conviver.