Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 30/04/2019

Na Roma Antiga, tanto os nobres como os plebeus tinham permissão para sacrificar os filhos que nasciam com alguma deficiência. Tal situação mostra o preconceito existente na sociedade e as dificuldades permanentes dos deficientes em relação a aceitação e inclusão pelas pessoas “comuns”. Devido a isso, cabe ao Estado promover medidas objetivando a inserção maior dessas pessoas na comunidade social.

Primordialmente, vale ressaltar que são quase nulas as formas de acessibilidade para a locomoção dos deficientes físicos em escolas, ruas e nos mais diversos meios de interação social. Com isso, a movimentação dessas pessoas torna-se mais complicada, acentuando assim mais desrespeito com este grupo. Além disso, tem-se conhecimento que muitas vezes rampas são colocadas em lugares inadequados e no lugar de favorecer, piora a situação de transição dessas pessoas, o que converge totalmente com a Lei Romário que é destinada a assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e liberdades fundamentais pela pessoa com deficiência, visando a sua inclusão social e cidadania.

Outrossim, segundo o IBGE, 23,91% da população brasileira possui algum tipo de deficiência e que caso medidas não forem tomadas, a desigualdade para com essa parte da população prevalecerá. Tal situação é mostrada no livro “Memórias Póstumas de Bráz Cubas”, onde a personagem Eugênia é rejeitada pelo protagonista por ser coxa. Segundo o escritor Sebastião Barros Travessos: “A maior deficiência não está no corpo do deficiente físico, mas, na alma do preconceituoso.”, tal referência mostra que o preconceito apesar de existente deve ser extinto.

Destarte, fazem-se necessárias alterações para assegurar a inclusão social de pessoas deficientes. O primeiro passo encontra-se na manutenção de calçadas, ruas e estabelecimentos, promovida pelas secretarias municipais, utilizando parte de pagamentos de impostos para instalação de passeios, fechamento de buracos nas ruas e fiscalização aos comércios. Além disso, implementação de projetos escolares, como o “amigo da diferença”, em que, por meio de brincadeiras promovidas por professores, as crianças entendam desde cedo a importância de valorizar o deficiente. Ademais, a capacitação de professores por intermédio de cursos ministrados por psicólogos e demais profissionais garante melhor ensino a todos os alunos.