Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 10/05/2019
Consoante a filosofa brasileira Marilena Chauí, a democracia deve ser um sistema com direitos igualitárias, sem ações que prejudicam um grupo em prol de outro. Entretanto, tal sistema é dificilmente efetivo no mundo contemporâneo, tendo em vista que pessoas portadoras de difidência enfrentam grandes desafios de inclusão social. Nesse contexto, deve-se analisar as razões que fazem dessa problemática uma realidade.
Em primeiro plano, cabe enfatizar o que o escritor austríaco Stefan Zweig, afirmou em sua obra literária do século XX, que o Brasil seria um pais do futuro, ou seja, grandes inovações tecnológicas e sociais iriam ser efetivas. No entanto, segundo dados do gov, 61% das pessoas com deficiência não conseguem completar o ensino fundamental e apenas 7% conseguem se formar no ensino superior, fatos esses que se contrapõem à afirmação de Zweig. Assim, é indubitável dizer que as instituições de ensino não se veem preparadas para receber os alunos que necessitam de cuidados especiais e ademais, os professores não estão preparados para tal função. Contudo, a falta de atividades que incluem esse grupo na biocenose é corrosiva à democracia.
Parafraseando Eric Plaisance em seu texto de 2004, a inclusão não depende de si mesma, “pois ela é um novo desafio que demanda a clarificação dos meios de ação que viabilizem a transformação das escolas, do mercado de trabalho e, particularmente, que viabilizem o acolhimento dessas pessoas “diferentes”. Com isso é notório que, assim como acontece no meio escolar, as pessoas que possuem limitações físicas ou mentais também encontram constantes obstáculos para a sua inserção no mercado de trabalho. Todavia, assim como ilustra a séria norte-americana da netflix, Atypical, onde um jovem de 18 anos, Sam, diagnosticado com transtorno de especto autismo, consegue, mesmo com muitas dificuldades na comunicação, se inserir no mercado de trabalho e ter uma vida escolar normal.
Portanto, torna-se evidente a necessidade de atividades e ações sociais que incluem as pessoas portadores de deficiência na sociedade. Logo, é imprescindível a criação de um projeto -oportunidade para todos-, de modo a ser implantado nas escolas estudais e federais, e principalmente nas comunidades e bairros, com o auxílio da secretária de educação que será responsável em direcionar os educadores para cursos preparatórios para a recepção adequada na sala de aula de tais alunos e em continuidade, tais professores serão responsáveis a iniciar conversas e debates entre os alunos de a modo a haver uma interação interna entre todos os estudantes. E também, é de estrema importância que o governo incentive empresas a contratar funcionários deficientes, de modo que a função de tal individuo não seja limitada pela deficiência. Assim, a sociedade igual de Chauí estára mais próxima.