Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 11/05/2019

De forma lenta e progressiva há inclusões sociais para as pessoas que portam necessidades especiais, prova disso é a criação de leis, cotas em concursos públicos, empresas e universidades, que garantes uma reserva das vagas para essa população. Contudo, devido ao relevante número de pessoas que se encaixam como portadores de necessidades especiais (PNES), é necessário se criar alternativas para incluir esse aglomerado de pessoas de forma eficiente e confortável. Para isso, é necessário tornar flexível a forma de exercício das funções de trabalho pelos  PNES e investir em escolas e educadores para a melhor qualificação e inclusão desses no mercado de trabalho.

À guisa de Hannah Arendt, " a essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos", e essa frase se aplica a conveniência de tornar flexível as formas de exercício de atividades trabalhistas pelos indivíduos com necessidades especiais. Pois, segundo uma pesquisa da universidade de São Carlos, uma empresa com duzentos funcionários reserva um percentual de 2% das vagas para deficientes, e esse percentual baixo revela que há pouca flexibilidade no mercado. E esse quandro traz como consequência a marginalização dos deficientes e o retardo na inclusão deles, visto que a estrutura nas organizações é ínfima para agregá-los.

A posteriori, investir em escolas  e educadores é um relevante meio de alternar as formas de inclusão dessas minorias aos benefícios da sociedade. Essa conjuntura valida-se no fato de que uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, relevou uma diferença de 11,4% dos salários de deficientes com relação aos demais funcionários. E isso é devido em grande parte pela falta de qualificação profissional dos PNES, por isso, é relevante que se tenha investimentos em formas para qualificar esses cidadãos, para assim, reduzir as desigualdades existentes no mercado e na sociedade perante eles.

Portanto, formas flexíveis de exercícios de atividades no trabalho e investimentos são importantes tópicos a serem considerados para a inclusão dos portadores de necessidades especiais. Assim, o Ministério do Trabalho deve, com reuniões extraordinárias, debater os benefícios das flexibilizações no trabalho para os deficientes, pondo em evidencia que tal ato traz benefícios para a empresa, como empregados capacitados e para a sociedade com a inclusão; concomitantemente, o Ministério da Educação, com concessão de subsídios , deve investir em estruturas e profissionais que sejam aptos a qualificar profissionalmente os deficientes, com fins de, junto com o Ministério do Trabalho, incluir essas cidadãos de formas variadas a sociedade.