Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 13/01/2020
Na antiga Roma, as leis não eram favoráveis às pessoas que nasciam com deficiência, aos pais era permitido matar as crianças com deformidades físicas pela prática do afogamento ou abandono, contudo, se a criança sobreviver, era explorada até o resto da vida, para fins de entretenimento da alta classe romana. Na contemporaneidade, tal barbárie não ocorre mais, todavia há grades dificuldades em garantir a inclusão social dos portadores de necessidades especiais, devido ao preconceito ainda existente na sociedade, além disso, a ineficiência das políticas públicas, garante à falta de atenção do Estado a questão.
Inicialmente, um entrave, é a mentalidade retrógrada de parte da população, que age como se os deficientes físicos fossem incapazes para estudar e, posteriormente, exercer uma profissão. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 24% dos brasileiros possuem alguma deficiência, no entanto, menos de 1% desses brasileiros estão no mercado de trabalho. Portanto, verifica-se que o preconceito contra as pessoas com deficiência - seja pela falta de oportunidade ou pela falta de recursos para garantir seu trabalho honesto - é uma forma de exclusão grave, mostrando, que a sociedade e as leis para deficientes continuam não favoráveis, assim como na antiga Roma, porém, apenas mais dissimulado.
Outro desafio enfrentado pelos portadores de deficiência, é a falta de políticas públicas que garanta a igualdade perante a lei desse grupo tão excluído, a sensação de impunidade é constante nas empresas, muitas vezes as corporações preferem pagar multa ao invés de buscar se adaptar para os portadores de deficiência. De acordo com o pensamento do filósofo Aristóteles, " A base da sociedade é a igualdade e Justiça", enquanto o Estado não garantir oportunidades iguais para as pessoas com deficiência, além de, punição severa para empresas ou pessoas que cometam o ato de opressão, tal minoria continuará sofrendo práticas discriminatórias.
Tem-se a necessidade, portanto, de que medidas cabíveis sejam postas em prática, com o intuito de garantir o acesso pleno ao sistema educacional e o mercado de trabalho, o Ministério da Educação, em parcerias com as instituições de ensino, deve promover campanhas midiáticas para os profissionais da área de trabalho, sobre a igualdade e a inclusão social dos deficientes. Também existe a necessidade de que o Ministério do Trabalho, crie um projeto de vagas específicas para deficientes, e multa mais severa para as empresas que não cumprirem tal requisito. Além disso, o Governo Federal, juntamente, com o Poder Legislativo deve criar novas leis mais rígidas e exclusivas para a discriminação dos deficientes, garantindo assim a justiça e igualdade para esse grupo reprimido.