Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais

Enviada em 27/07/2019

A inclusão de portadores de necessidades especiais na sociedade é uma forma de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Entretanto, ainda existe no Brasil o preconceito e a discriminação com pessoas que possuem deficiências físicas ou mentais. Nesse contexto, devem-se analisar como a organização do corpo social e a ineficiência do Estado causam tal problema e como combatê-lo.

A princípio, a organização do corpo social é uma das principais causas da exclusão desse público. Isso porque, desde a Idade Média a sociedade é dividida e organizada pelas classes dominantes, - pessoas de poder e que possuem privilégios -, logo, a população daquele período encarava o nascimento de pessoas com deficiências como castigo de Deus e, na maioria das vezes, eram excluídas e até mesmo mortas ou vítimas de violência. Como consequência de tal herança histórica-cultural, no mercado de trabalho, por exemplo, nos últimos 5 anos, houve apenas um aumento de 20% na participação de profissionais com deficiência, de acordo com o Ministério do Trabalho.

Além disso, nota-se, ainda, que a ineficiência do Estado causa o desafio do problema vigente. Uma vez que, para o sociólogo Nick Couldry, existem inúmeras vozes que, por não serem ouvidas, acabam relegadas à inexistência, ou seja, a desigualdade condena pessoas à inexistência. De maneira análoga, tudo isso é um entrave para a efetização democrática, pois são necessárias todas as vozes do Estado e da administração pública para que as pessoas portadoras de necessidades especiais encontrem-se incluídas socialmente. Contudo, o Estado ainda é falho, pois diariamente essa parte da população é esquecida e deixada de lado.

Portanto, medidas devem ser tomadas a fim de mitigar a exclusão social de deficientes. Em primeiro lugar, o Ministério da Cidadania deve, com o objetivo de desconstruir a divisão da sociedade, disseminar, nos meios de comunicação, propagandas que mostrem à população os perigos de rotularem a sociedade em privilegiados e desfavorecidos, por meio de relatos, por exemplo, de pessoas vítimas de preconceito, para que essa problemática seja rompida. Outrossim, o Poder Legislativo deve, com o intuito de dá voz e espaço, criar leis e projetos, com o propósito de acabar com a discriminação diária sofrida por esse público, no sentido de que possam se sentir incluídas socialmente. Desse modo, a sociedade será justa e igualitária e o impasse deixará de fazer parte do cotidiano brasileiro.