Alternativas para inclusão social dos portadores de necessidades especiais
Enviada em 23/08/2019
O livro “Como eu era antes de você”, de Jojo Moyes, narra a história de Louisa Clarck, uma jovem que vê sua vida mudada quando aceita o emprego de cuidadora de um rapaz portador de deficiência física. Nesse sentido, ao longo da narrativa é retratado os conflitos enfrentados pelo paciente, tais como a perda de seu emprego, a exclusão social e a falta de acessibilidade em locais públicos. Fora da ficção, é fato que a realidade representada por Moyes estabelece um paralelo direto com o problema social constatado na atualidade: a negligência de políticas inclusivas corroboram com os altos índices de desemprego e baixo grau de instrução dentro da comunidade portadora de necessidades especiais.
Primeiramente, é necessário mencionar que a Lei na Constituição determina condições de igualdade em exercício dos direitos e liberdades fundamentais por pessoas com deficiência. Entretanto, nem sempre tal regra é comprovada efetivamente, visto que diversos espaços não possuem estrutura necessária para atender às condições das variadas necessidades. Tanto em locais públicos quanto em instituições privadas, nota-se a falta de, por exemplo, piso tátil, rampas de acesso, intérpretes de LIBRAS, entre outros.
Consequentemente, a comunidade deficiente se vê forçada a deixar de frequentar lugares pela negligência à acessibilidade. Atividades comuns como trabalhar e ir à escola são desconsiderados quando levado em conta os empecilhos enfrentados. Dados apresentados pelo site “Pessoas com Deficiência” apontam que cerca de 61% de pessoas com deficiência, de 15 anos ou mais, não concluíram o ensino fundamental. Outrossim, de acordo com informações expostas pela “Folha” mostram que, em carreiras como Recursos Humanos, a falta de acessibilidade é um problema para quase 50% dos profissionais deficientes da área.
Portanto, urge que o Estado tome providências acerca da problemática apresentada. Cabe ao Governo implantar, por meio de leis e investimentos, novas ações que sustentem medidas de acessibilidade em locais públicos tais como ruas, praças, escolas, empresas de papel comunitário em geral. Também, por meio de leis e multas, enrijecer a fiscalização de empresas privadas para que todas se adequem às normas propostas. Somente assim, será possível a construção de uma sociedade mais inclusiva e não será mais vistos situações como as expostas em “Como eu era antes de você”.